Sargento pode ter sido ferido por PM no Juizado
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terça-feira, 10 de abril de 2001
Fabiana Klein De Curitiba 
O sargento do Exército, Antônio José de Oliveira Coelho, esteve na manhã de ontem no Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) prestando depoimento sobre o incidente no prédio dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais, na última quinta-feira. Ele foi ferido com dois tiros nas costas quando tentava conter o vigilante desempregado, Pedro Graciano da Silva, que havia ferido três pessoas e que acabou fazendo outras três de reféns. Em seu depoimento, ficou claro que os tiros que o acertaram não vieram da arma de Graciano. O Cope suspeita que os tiros vieram da arma de um Policial Militar que fazia a segurança do local.
Antônio contou à polícia que quando viu Graciano atirar na ex-mulher, Letícia Cristina Cunha, e nos pais dela (Creuza Bessani Cunha e Benedito de Souza Cunha), tentou ajudar a conter o atirador, segurando-o pelas costas. Segundo ele, Graciano ficou com os dois braços imobilizados só tendo como atirar para cima. Consequentemente, os dois tiros que acertaram em suas costas não vieram da arma calibre 32 de Graciano.
O delegado do Cope, Vinícius Augustos de Carvalho, preferiu não divulgar o nome do policial suspeito de ter sido o autor dos disparos. O policial prestará depoimento amanhã (hoje). Somente após o depoimento dele e o resultado do laudo realizado pelo Instituto Médico-Legal (IML) poderemos ter certeza da procedência dos disparos, explicou. O comando da Polícia Militar preferiu não se manifestar sobre o assunto até que tenha uma posição oficial sobre o caso.
Pedro Graciano da Silva encontra-se desde a última sexta-feira no Complexo Médico Penal, em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. Ele está sendo submetido a exames psiquiátricos. O diretor do complexo, Ubiratan Marcelos, não deu previsão de quando ficarão prontos os exames. Segundo ele, existem aproximadamente 350 pessoas, além de Graciano, que também necessitam de cuidados médicos.
Em nota oficial divulgada à imprensa, o Juizado declara que o incidente foi um fato isolado na história dos Juizados Especiais, alegando que a segurança do local sempre foi motivo de preocupação da atual direção. Ainda segundo a nota, antes do incidente, a Casa Militar do Tribunal já havia sugerido reforço de segurança, com previsão de instalação de um detector de metais.


