O sargento da Polícia Militar, André Ruberval Rufanti, negou ontem qualquer participação na administração de uma casa de massagem utilizada como ponto de prostituição em um bairro de Maringá. Em operação realizada na semana passada, a Polícia Civil fechou oito casas na cidade. Rufanti disse em interrogatório que o ponto era de responsabilidade da namorada, Marilda Vicenzia de Souza.
Segundo o delegado responsável pelo inquérito, Aparecido Antonio Gregório, do 5º Distrito Policial, Rufanti confirmou que passava constantemente na casa, mas que as visitas eram para a namorada. O sargento também negou que utilizava viaturas da PM para fazer as visitas. ‘‘Ele estava calmo, tranquilo e acabou reforçando as declarações da namorada’’, disse o delegado. Marilda foi interrogada na última sexta-feira e assumiu a responsabilidade pelo ponto.
‘‘Estamos ouvindo outras pessoas e por enquanto há indícios de crime’’, explicou o delegado. Contas de telefone da casa, apreendidas pela polícia, estão em nome do sargento. Segundo o delegado, Rufanti disse que a namorada fez a inscrição com os dados pessoais do sargento, mas que não sabia que ela havia pedido que as linhas fossem instaladas na casa de massagem.
Na semana passada a polícia fechou oito casas de massagem, depois de identificar 12 endereços diferentes através de anúncios em classificados. O trabalho surgiu por causa de uma série de denúncias de vizinhos constrangidos com o movimento das casas localizadas em bairros residenciais da cidade.

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