Sargento depõe e nega esquema de propina
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quinta-feira, 18 de julho de 2002
Sid Sauer<br> Equipe da Folha 
Campo Mourão - O sargento Divonzir Ferreira da Silva, um dos quatro policiais rodoviários acusados pelo Ministério Público de fazer parte de um esquema de propina em rodovias da região, prestou depoimento ontem à tarde na 1 Vara Cível de Campo Mourão. Ele negou participação no caso e disse que desconhece a cobrança de ''pedágio'' de ônibus de turismo na PR-317, entre Campo Mourão e Maringá.
O depoimento de Silva durou cerca de uma hora. Ele era chefe do posto da Polícia Rodoviária de Campo Mourão até ser denunciado pelo MP, no final do mês passado. Silva é o único dos quatro policiais acusados que está em liberdade. Ele ficou preso durante 17 dias, mas conseguiu um habeas corpus.
Também prestaram depoimento ontem no fórum de Maringá o capitão Esmeraldo Mançano (ex-comandante da Polícia Rodoviária de Maringá) e o sargento Valdemir Aparecido Bonifácio. Dos cinco acusados, apenas o tenente William Dieimes Silveira, que está recolhido em Curitiba, ainda não depôs. A juíza Sandra Regina Bittencourt Simões, de Peabiru, negou ontem um pedido para o relaxamento da prisão de Silveira.
O empresário Amauri Lopes, outro acusado de participar do esquema, prestou depoimento na semana passada e está preso em Araruna. A próxima etapa do processo será ouvir as testemunhas de acusação e defesa. A principal testemunha de acusação é a tenente Claúdia Ferreira da Silva, comandante da Polícia Rodoviária de Campo Mourão, que se infiltrou no esquema com autorização do MP e chegou a receber dinheiro da propina.


