A Polícia Civil de Maringá vai pedir a quebra de sigilo bancário do sargento da Polícia Militar André Ruberval Rufanti, acusado de manter casas de massagem que funcionavam como ponto de prostituição em bairros residenciais da cidade. Em operação realizada esta semana, a polícia fechou oito casas e identificou o sargento e Marilda Vicenzia de Souza, como proprietários de duas casas.
Segundo o delegado-adjunto da 9ª Subdivisão Policial de Maringá (9ª SDP), Nilson Rodrigues da Silva, a polícia também vai juntar no inquérito depoimentos de vizinhos das casas. ‘‘No dia em que fechamos os locais, muitos vizinhos declararam que viam sempre uma viatura da PM’’, disse o delegado. Silva afirmou também que a análise do movimento financeiro deve fornecer provas mais concretas do crime de rufianismo - ato de pessoa que tira proveito da prostituição alheia - atribuído ao sargento.
Para o delegado, as provas são importantes para evitar que o sargento tente atribuir somente à Marilda de Souza a propriedade das casas de massagem. Rufanti deveria depor ontem, mas a polícia espera a presença dele hoje na 9ª SDP. ‘‘Enviamos um ofício para o Batalhão da PM solicitando a convocação do sargento’’, contou o delegado.
De acordo com Silva, a polícia ficou investigando durante três semanas endereços e proprietários de casas de massagem. O trabalho surgiu depois de uma série de denúncias de vizinhos. ‘‘Mulheres reclamavam que eram confundidas com garotas de programa’’, disse o delegado. ‘‘Outras pessoas, porém, tinham receio de denunciar porque achavam que não ía dar em nada pois viam viaturas da PM no local’’, ressaltou o delegado.

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