Sardinhas estavam estragadas
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quinta-feira, 19 de outubro de 2000
Lino Ramos De Londrina 
O auditor da Prefeitura de Londrina, Sadi Chaiben, disse ontem que o Laboratório Central do Estado (Lacen), confirmou como imprópias ao consumo as amostras de sardinhas enlatadas retiradas do almoxarifado municipal. Segundo a auditoria, as sardinhas Burguesa e Orgulhosa, produzidas no Rio de Janeiro, têm qualidade duvidosa. O pescado foi adquirido para cestas-básicas e 5 mil latas foram entregues à rede municipal de ensino. Segundo Chaiben, 3.614 latas acabaram sendo usadas na merenda escolar. O secretário de Educação José Dorival Perez, garantiu que as merendeiras do município são treinadas e não usaram alimentos estragados na alimentação dos alunos. A garantia também foi dada por Marli Blum, presidente do Conselho Municipal de Alimentação Escolar.
Ontem a distribuidora A.P. da Rocha trocou 967 kg de feijão Arco Verde, comprados pelo município como tipo 1 mas considerados do tipo 2 pela Empresa Paranaense de Classiicação de Produtos (Claspar). O feijão Pantaneira, que também teria apresentado qualidade inferior à comprada pela prefeitura não foi substituído. Esse feijão, parte das sardinhas Orgulhosa e todo o lote de sardinhas Burguesa foram adquiridos da Comércio de Gêneros Alimentícios Tawearli, de Maringá.
Sobre as sardinhas, a responsável pela empresa, Maria de Fátima Saporetti, afirmou que as marcas Rubi, Gomes da Costa, Pescador e Orgulhosa estão previstas no contrato com a Prefeitura. Compro mercadorias no prazo de validade, enlatadas e nas caixas e não tenho como saber se o produto está estragado, vamos ver o que a indústria diz a respeito, afirmou. Segundo ela a Claspar de Maringá classificou o feijão Pantaneira como tipo 1. O gerente da Claspar, Nilson Ragazzi, disse que o assunto será analisado hoje.


