As alterações naturais e fisiológicas da menopausa foram discutidas por mulheres de várias organizações comunitárias ontem, no 1º Sarau de Saúde da Mulher, na Vila da Saúde, em Londrina. Promovida pela Secretaria Especial da Mulher, a reunião teve a participação do médico ginecologista Luis Carlos Baldo. O encontro teve como objetivo levar informações corretas para que as mulheres possam repassar adiante os conhecimentos adquiridos.
A menopausa, ou climatério, é uma das fases da vida das mulheres que, entre 45 e 55 anos, passam por uma diminuição dos hormônios que controlam a menstruação. Durante quatro ou cinco anos a mulher pode apresentar fluxo irregular, até que cesse por completo. Segundo Luis Carlos Baldo, o climatério não é uma doença, e pode ser encarado como um período normal da vida.‘‘Os ovários deixam de produzir hormônios. Isto significa que a função reprodutora termina. Mas esta idade pode ser aproveitada naturalmente e sem traumas, se as mulheres conhecerem o que está se passando com seu corpo’’, comentou.
Os sintomas mais conhecidos da menopausa, como as ondas de calor são sentidas por 75% a 80% das mulheres mas dados da Sociedade Brasileira do Climatério (SOBRAC) mostram que a diminuição do desejo sexual e o ressecamento vaginal também são sintomas importantes. ‘‘Por uma questão cultural, na nossa sociedade a mulher tende a se sentir menos desejável após o climatério, mas existem cada vez mais exemplos de mulheres que se redescobrem para a vida após essa fase’’, salientou Baldo.
A reposição hormonal, segundo o ginecologista, ameniza alguns dos sintomas da menoupausa, mas alerta para outros cuidados. ‘‘A longo prazo a reposição de hormônios pode evitar a perda de massa corpórea causada pela osteoporose, uma das causas mais comuns de fraturas, além de diminuir os riscos de doenças cardíacas. Mas as mulheres devem estar conscientes de que a qualidade de vida é essencial para o tratamento funcionar’’, reforçou.
A secretária da Mulher, Regina Stella Spagnuolo, considera importante esses encontros para a conscientização das mulheres sobre os cuidados com o corpo. ‘‘Os tabus decorrentes da falta de informação acarretam problemas graves de saúde’’, comentou Regina.
O Sarau da Saúde vai ser realizados uma vez por mês, sempre com um tema diferente.

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