Lucinéia Parra
De Maringá
Depois de afirmar que a prefeitura não tinha recursos para resolver o problema de abastecimento de água a médio prazo, o prefeito Júlio Bifon (PSDB), de Sarandi (7 km a leste de Maringá), voltou atrás e vai remanejar o dinheiro que seria aplicado na construção do Paço Municipal para a construção de dois reservatórios com capacidade de um milhão de litros de água cada.
As obras terão início em fevereiro e a estimativa é que o problema da falta de água na cidade seja solucionado parcialmente em junho. Os reservatórios não vão suprir totalmente a deficiência no sistema de abastecimento de água na cidade.
Ele justifica que, além dos dois reservatórios, seria necessária a troca de toda a rede e a perfuração de novos poços semi-artesianos, o que custaria algo em torno de R$ 2 milhões. Os dois reservatórios, na parte norte e sul da cidade, custarão cerca de R$ 180 mil. ‘‘A comunidade que optou aplicar o dinheiro nestas obras’’, disse Bifon.
O município conta atualmente com 20 reservatórios de água com 100 mil litros cada, totalizando 2 milhões de litros de água. Com os novos reservatórios, a capacidade de armazenamento de água de Sarandi vai duplicar.
O problema de falta de água em Sarandi se agravou nos últimos anos com o crescimento da população. Em 1983, a cidade tinha 20 mil habitantes e o abastecimento de água era feito através de poços semi-artesianos. Hoje, a cidade conta com aproximadamente 80 mil habitantes e tem 43 poços.
Para Bifon, o abastecimento de água através da captação em rio é inviável. ‘‘Não temos um rio importante e o custo para o tratamento da água é muito mais elevado.’’ Apesar da decisão do prefeito, os moradores de Sarandi vão ter que continuar armazenando água durante a madrugada, já que o abastecimento é precário por causa da estiagem.

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