Marcos NegriniFuncionário faz a primeira ligação doméstica da redeO município de Sarandi (7 quilômetros de Maringá) inaugurou oficialmente a sua primeira rede de esgoto subterrâneo. A cidade tem 70 mil habitantes (é a 22ª em população no Estado) e o saneamento é precário. O sistema depende de fossas instaladas em residências e áreas comerciais.
Inicialmente, 700 famílias, moradoras na região central da cidade, serão beneficiadas. A tubulação está ligada a um emissário com extensão de oito quilômetros, que leva a duas lagoas, onde funciona uma bomba de recalque.
Nos primeiros 6.150 metros do emissário, os dejetos fluirão naturalmente em plano inclinado. Nos 1.850 metros restantes, será preciso trabalhar com uma bomba de recalque, já instalada, que levará o esgoto até as lagoas.
A rede de esgoto tem capacidade para atender até 3 mil famílias. ‘‘Esperamos que isso aconteça até o final da minha gestão’’, disse o prefeito Júlio Bifon na inauguração. O custo da obra ficou em R$ 891 mil - 30% por conta da prefeitura e 70% pagos pelo governo federal.
Para o prefeito, o sistema de esgoto é um ‘alívio’. ‘‘Primeiro porque agora a cidade poderá crescer verticalmente. Até hoje ninguém constrói prédios por falta de esgoto. E tem muita gente que não vem morar em Sarandi por causa disso. Depois, e mais importante, a saúde da população estará garantida, pois ninguém pode garantir que fossa não contamina os poços artesianos’’. A água que abastece a cidade vem de poços artesianos.
Para ligar a tubulação das casas ao esgoto, cada cidadão vai pagar R$ 150,00, que podem ser parcelados em até 30 meses. Os carnês já estão à disposição das famílias na prefeitura. Um dos primeiros habitantes beneficiados pelo sistema de esgoto foi o funcionário público e comerciante Pedro Galindo Neto, 40 anos.
Para manter o esgoto de sua casa funcionando, o morador de Sarandi terá de pagar. ‘‘Será uma conta mais barata que a da Sanepar, com acréscimo de 80% do valor da conta para pagar a água que está sendo utilizada pela rede de esgoto’’, afirmou Bifon. Sarandi não trabalha com a Sanepar. O sistema de esgoto começou a ser construído há seis anos.

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