Sarampo está crescendo só no Paraná
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 24 de setembro de 1998
Andrea Vendramini 
O Paraná ainda luta contra o sarampo. Apesar de um surto da doença continuar no Brasil - em proporções menos alarmantes que no ano passado - o número de casos no Estado aumentou. Desde o início deste ano, 1.295 casos da doença foram registrados no país, contra 51.252 pessoas contaminadas no ano passado. O Paraná registrou 671 casos de sarampo até o dia 9 de setembro, contra 540 confirmações durante todo o ano passado.
Segundo a diretora do Centro de Epidemiologia da (Cepi) da Secretaria de Estado da Saúde, Maria Angélia Cerveria, o aumento do número de casos é uma tendência que deve-se ao fato do surto do sarampo ter atingido vários estados brasileiros nos últimos dois anos. Temos uma Vigilância Sanitária atuante no Estado, onde todos os casos suspeitos são notificados e confirmados com exame laboratorial, disse. Mesmo com as medidas de prevenção adotadas, desde o início, pela Secretaria de Estado da Saúde, seguindo todas as recomendações do ministério competente, os casos continuaram crescendo.
Procedimentos adotados no ano passado com o objetivo de frear a doença são mantidos, entre eles a antecipação da faixa etária para a vacinação. Antes da epidemia que atingiu o Brasil no ano passado, as crianças eram vacinadas contra o sarampo até os cinco anos, recebendo geralmente uma dose específica contra o sarampo aos nove meses e a vacina tríplice viral com um ano e meio. Hoje, a primeira dose é aplicada aos seis meses. O Estado mantém os bloqueios super ampliados - vacinação do maior número possível de pessoas que tiveram contato com uma pessoa que pode estar com a doença. A população também continua sendo orientada nos postos de saúde sobre os sintomas da virose.
No ano passado, 540 casos de sarampo foram registrados no Paraná, depois de dois anos sem nenhum caso da doença. Uma das cidades mais problemáticas era Foz do Iguaçu, com 77 casos confirmados. Hoje, a doença existe em todo o Estado, mas há uma concentração um pouco maior em Curitiba e região metropolitana e na região Norte do Paraná, explicou Maria Angélica.


