A importância do acompanhamento médico feito durante a gestação, o pré-natal,
pode ser atestado pela dona de casa Vilma Cristina Cruz de Pauli, 26 anos. Quando sua gravidez de gêmeos completava seis meses, ela ficou sabendo que um dos bebês estava prejudicando o desenvolvimento do outro. Exames de ultra-sonografia mostravam que a pequena Sara não estava se desenvolvendo. ''Os médicos diziam que Emanuel estava recebendo todo sangue através do cordão umbilical e sufocando a irmã'', lembra Vilma.
O agravamento da situação de Sara levou os médicos interromperem a gestação aos sete meses. Emanuel nasceu com 2.260 quilos e Sara com 700 gramas, peso que caiu para 635 gramas nos dias seguintes. A menina, a quem segundo a mãe os médicos não davam mais de duas horas de vida, conseguiu sobreviver. Foram dois meses na UTI neonatal do HU e o terceiro no berçário. Cuidados intensivos que mostraram a competência dos profissionais do Hospital Universitário. E fortaleceram a crença da mãe. ''Eu tenho muita fé em Deus e tinha certeza de que ela ia sobreviver'', comenta.
Vilma enfrentou meses de preocupação e esforço para acompanhar cada movimento de Sara. ''Eu ia vê-la todos os dias e durante a noite. Ela parecia uma bonequinha, de tão pequena'', recorda. Nos primeiros meses o contato das mãos pela incubadora. A mãe só pôde pegar sua Sara, que venceu duas pneumonias, quando a menina completou 2 meses e meio e atingiu 1,5 quilo.
Sara recebeu alta com três meses de idade e pesando 2.360 quilos. Hoje, Emanuel e Sara têm sete meses e meio. ''Ela ainda continua em desvantagem'', compara a mãe, referindo-se ao peso. O menino tem mais de sete quilos. A menina, dois quilos a menos. ''Mas é mais esperta'', ressalta a moradora do Jardim Pacaembu 2, zona norte de Londrina.

mockup