Andando pelo Cemitério Jardim da Saudade, é possível perceber que o quesito conservação ainda deixa a desejar. Mesmo com funcionários aparando a grama regularmente, quem vai ao local reclama do piso sem calçamento entre as sepulturas. "Precisava asfaltar esses caminhos. Em alguns locais o pessoal se juntou e fez por conta própria, mas quem tem que fazer é o poder público", reclama o comerciante João Batista Domingos.
Segundo ele, que tem um irmão, o pai e a esposa sepultados no local, a situação melhorou muito, principalmente pelo empenho de alguns funcionários, mas ainda deixa a desejar. Ele conta que nunca teve problemas com roubo nem vandalismo nos túmulos dos familiares, mas observa que outras pessoas não tiveram a mesma sorte. "No ano passado às vezes víamos uns guardas municipais andando por aqui. Como agora eles irão cuidar os espaços públicos, acho que devem vir cuidar da segurança novamente", argumenta.
As irmãs Dione e Célia Corsino contam que ainda não tiveram problemas com o túmulo da mãe, que era alugado e por isso estava sem adornos, mas agora que o corpo foi transferido para um espaço próprio, temem haver algum tipo de vandalismo. "Amigos nossos já tiveram problemas e isso nos preocupa. Queremos que o corpo do nosso ente querido fique em segurança, mas isso é bem complicado. Se em geral as pessoas se sentem inseguras, aqui (no cemitério) parece ser pior", diz Dione.
Segundo a superintendente da Acesf, Sonia Gimenez, a situação de todos os cemitérios está sendo estudada, assim como a solicitação para que a Guarda Municipal atenda também os cemitérios. "Estamos há apenas 15 dias na administração. A situação como um todo está complicada, são vários problemas, a nossa frota está em mau estado, são muitos detalhes, mas estamos estudando a situação e vamos tomar providências conforme for possível", garante. (E.G.)

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