Essa é a terceira rebelião que acontece em menos de quatro meses em penitenciárias da Grande Curitiba. A primeira ocorreu na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara, Região Metropoloitana de Curitiba, no dia 5 de junho, quando 1,5 mil detentos se rebelaram, tomando 13 agentes penitenciários como reféns. Um dos agentes ficou paralítico e um preso morreu de parada cardíaca.
Pouco mais de um mês depois desse protesto, no dia 12 de julho, outra rebelião foi iniciada, desta vez na Prisão Provisória do Ahú, em Curitiba. Em todas as manifestações, os detentos alegaram superlotação e também demora na revisão e julgamento dos processos criminais.
No dia 5 de junho, 1,5 mil detentos mantiveram como reféns 13 agentes penitenciários, que trabalhavam na PCE. Eles foram libertados 32 horas depois. Durante o motim, o agente Altair Reguinel tentou escapar dos revoltosos, mas acabou caindo de oito metros e ficou paralítico. O preso Antônio Serafim da Luz morreu de parada cardíaca.
Os detentos só acabaram a rebelião depois de conversa com representantes da Justiça e da Comissão dos Direitos Humanos. Na ocasião, 200 presos começaram a ter seus processos revisados, 15 foram transferidos para a Prisão Provisória do Ahú, em Curitiba, e dois soltos.
No dia 12 de julho, no Ahú, foram 240 detentos que se amotinaram. Foram feitos dez agentes penintenciários de reféns. O telhado do presídio foi destruído. Também foram queimadas algumas alas. O motim durou 13 horas, com os amotinados aceitando novas transferências e promessas de revisão das penas.
Em função das duas rebeliões, os agentes penitenciários realizaram uma greve de mais de um mês.

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