São Jorge vai ganhar Centro Comunitário
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quarta-feira, 26 de abril de 2006
Marta Ortega<br>Reportagem Local 
Conhecido como um dos bairros mais carentes e violentos da cidade, a comunidade do Parque São Jorge, que abrange cerca de 800 famílias dos assentamentos São Jorge, Nossa Senhora Aparecida e Novo Horizonte, se prepara para construir uma nova identidade. Uma iniciativa da Igreja Católica pretende levantar um Centro Comunitário no local. O projeto, chamado de Nossa Senhora de Guadalupe, foi apresentado ontem pela manhã, na Catedral de Londrina, pelo Monsenhor Bernardo Gafá.
A intenção é desenvolver um trabalho abrangente, priorizando as partes humanitária e social. Para isso, o projeto vai buscar parcerias com a prefeitura, pastorais e voluntários, além de contar com a doação de recursos de empresários e da comunidade em geral.
A obra será feita em um terreno de 2.400 metros quadrados pertencente à Igreja, tem previsão para iniciar em junho e terminar em um ano. O projeto é de 700 metros quadrados de construção, com seis salas de aula, um salão com capacidade para 200 pessoas, estacionamento e estrutura para a Pastoral da Criança, com cozinha experimental, onde serão desenvolvidos projetos de reaproveitamento de alimentos.
No local funcionará também um centro profissionalizante, que vai oferecer cursos ministrados por voluntários do Serviço Social do Comércio (Sesc), como corte e costura, tapeçaria, pintura, bijouteria e computação, além de uma escolinha de futebol. Queremos criar oportunidades para que crianças, adolescentes e adultos tenham condições de aprender uma profissão. O objetivo é atender às várias necessidades daquele povo que enfrenta tanta dificuldade, afirma Monsehor Gafá. A obra está orçada em R$ 1,5 mi.
O projeto prevê também a construção de uma igreja para 400 pessoas. Esse projeto é futuro, mas desde já a intenção é valorizar o lado espiritual e religioso nos moradores.
A construção do Centro pode mudar a realiadade do São Jorge. Um levantamento da Igreja, que já realiza um trabalho na Paróquia Santa Terezinha, apurou que a renda média familiar é de R$ 241 e a maioria da população tem apenas o primeiro grau completo. Quase um terço dos moradores não têm RG nem CPF.
As moradias são improvisadas com papelão e os moradores sofrem com os dias de chuva e a precariedade na rede de esgoto. Não existe acesso à saúde e escolas; precisamos transformar isso, afirma Cirineu Pedrazani, que está na coordenação do projeto. É uma área que precisa de assistência e não de assistencialismo.
SERVIÇO:
Os interessados em colaborar podem depositar qualquer quantia em duas contas bancárias abertas pela Igreja:
Caixa Econômica Federal (e lotéricas)
Mitra Diocesana de Londrina
AG - 2702
Operação - 013
C/C - 10105-6
SICOOB - Norte do Paraná
AG - 4355
C/C - 2.479-1


