Enquanto o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) chamava a atenção da opinião pública nas regiões Norte, Centro-Oeste e Noroeste do Estado com as invasões, um grupo de aproximadamente 70 famílias sem-terra do norte pioneiro roubou a cena em 97. Eles ocuparam a Fazenda Nossa Senhora Aparecida, em São Jerônimo da Serra (95 km ao sul de Londrina) e, mal haviam se instalado na área quando tiveram que entrar em conflito com pistoleiros.
Segundo o MST, os pistoleiros teriam sido contratados pelo proprietário da fazenda que já havia sido considerada improdutiva pelo Incra, José Roberto Rossato. O proprietário negou as acusações dos sem-terra. As marcas de tiros em barracas e objetos pessoais comprovaram que o acampamento serviu de alvo. Durante o ataque, uma mulher grávida teve que ser levada às pressas ao hospital.
No dia seguinte, várias famílias deixaram a fazenda, com medo de novos ataques. O proprietário da fazenda conseguiu um mandado de reintegração de posse, mesmo com os protestos dos advogados do MST, que não aceitavam a posição da Justiça.
Em novembro o MST voltou a acusar o fazendeiro de organizar novos tiroteios contra o acampamento, além de fazer ameaças contra os sem-terra. Este ano a calmaria tomou conta da fazenda. Uma área vizinha, a Fazenda Arixiguana, também foi invadida por membros do movimento.
No início deste mês, cerca de 40 famílias sem-terra que estavam acampadas na Fazenda Cachoeira, em Sapopema, e que foram retiradas pela Polícia Militar em uma ação de reintegração de posse, foram levadas e mantidas na área, até que a coordenação do movimento decida sobre o destino delas.

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