Curitiba - A maior e mais antiga unidade de internamento para adolescentes infratores do Paraná, o Educandário São Francisco, em Piraquara (Região Metropolitana de Curitiba), abriga 105 meninos entre 12 e 18 anos que cumprem medida socioeducativa, número pouco superior à capacidade de 100 adolescentes. Aproximadamente 70% dos internos são de Curitiba, enquanto o restante é proveniente da região metropolitana da Capital, Litoral e cidades do interior.
Atualmente, o clima na unidade é de tranquilidade. Porém, nem sempre foi assim. Na última década, quando o número de internos era quase sempre superior à capacidade, o educandário foi palco de rebeliões violentas. Uma das revoltas mais sangrentas aconteceu em setembro de 2004. Naquela ocasião, um grupo de internos se revoltou e sete internos foram barbaramente assassinados.
Hoje, o educandário continua abrigando adolescentes que cometeram todo tipo de infração, mas sem superlotação e de forma melhor organizada. A unidade é dividida em sete alas e uma análise comportamental define para qual delas o recém-chegado será encaminhado.
Segundo o coordenador estadual dos Centros de Socioeducação do Paraná (Cense-PR), Newton Grein, o interno passa, primeiro, uma semana na ''internação provisória'', período em que permanece separado dos demais, conhece o funcionamento e as regras e recebe atendimentos de assistência social, psicológico, médico-odontológico e psiquiátrico, quando necessário. Só então é estabelecido um Plano Personalizado de Atendimento.
A maioria dos internos tem entre 14 e 16 anos. Todos têm atividades de escolarização, desenvolvidas por professores na própria instituição, além de esportivas, de cultura e lazer. Já as atividades de qualificação profissional só são desenvolvidos depois de seis meses.

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