São 30 mil brasileiros estudando fora do País
Maigue Gueths
De Curitiba
Pelo menos 30 mil pessoas saem do Brasil, todo ano, com o objetivo certo de estudar. Só para a Grã-Bretanha são 16 mil brasileiros. Já a Central de Intercâmbios, com 14 unidades em todo País, manda por ano 13 mil estudantes, matriculados desde o ensino médio à pós-graduação, para outros países.
Em Curitiba, dois governos de outros países promovem atividades, este mês, que mostram a preocupação em atrair estudantes brasileiros para seus cursos de línguas, formação de nível médio, graduação superior e até para os cursos de pós-graduação. O Goethe Institut de Curitiba organizou, há 15 dias, na sede do instituto, o portas abertas, um evento para divulgar os cursos oferecidos na Alemanha, através de palestras, distribuição de folhetos e informações.
Hoje, o consulado britânico também estará fazendo uma grande feira de educação em Curitiba. Representantes de 79 instituições britânicas, entre faculdades, universidades, escolas profissionalizantes (higher schools) e colégios, estarão na Expotrade, em Pinhais, com estandes e palestras. Também serão realizadas feiras em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
Segundo Klaus Eggensperger, do Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD), só de estudantes com bolsas de estudos, no valor entre R$ 1 mil a R$ 2 mil, a Alemanha recebe anualmente cerca de 185 pessoas. Há quase 300 opções de cursos. Para saber mais, as pessoas podem acessar a página da DAAD na Internet, endereço www.daad.de.
O governo inglês lançará uma campanha, no valor de R$ 1,6 trilhão (5 bilhões de libras) para mostrar que o País tem o melhor sistema educacional do mundo. Só nas feiras a serem realizadas no Brasil serão gastos R$ 512 mil. Cursos bastante procurados na Grã-Bretanha são os cursos de verão, feitos em agosto e setembro, que abrangem as mais diversas áreas, de designer a cinema, passando por turismo e informática. Há ainda cursos de graduação, pós-graduação, estudo do idioma e o Further, um curso técnico profissionalizante, bastante procurado.
Para ter idéia da procura dos estrangeiros por Londres, basta saber que dos 20 mil universitários do País, cerca de 2 mil (10%) são estrangeiros. O consulado também oferece bolsas de estudo. Para um curso de inglês com duração de um mês, em casa de família, calcula-se que seriam necessários cerca de R$ 6 mil.
A professora de projetos, produtos e ergonomia do curso de Desenho Industrial da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Virgínia Borges Kistmann, já viajou para fazer cursos nesta área duas vezes como bolsista. Ela recebia, além do salário, bolsa entre R$ 1 mil a R$ 1,7 mil. Fez mestrado na Inglaterra, entre 1982 a 1984 e, recentemente, optou por um doutorado sanduíche na Alemanha. Isto significa que parte do doutorado está sendo feito na Universidade Federal de Santa Catarina e outra parte foi na Alemanha. Sempre vale a pena, porque você tem acesso a bibliotecas que não teria aqui, a feiras internacionais, a museus da área e conhece pessoas do setor do mundo todo, diz.





