Em tempos de conflitos internacionais e desemprego em alta, apelar para o santo das causas urgentes tem sido a opção de muitos fiéis. Ontem, mesmo sendo dia de luto pela morte de Cristo, muitos católicos não esqueceram de fazer pedidos para Santo Expedito, morto há exatos 1.700 anos.
Como a data caiu no Sábado de Aleluia este ano, as homenagens ao santo se restringiram aos lares, encontros paroquiais e em alguns oratórios montados em Londrina. Um deles fica dentro de um posto de combustível, cuja rede com cinco filiais mantinha, até pouco tempo, o nome do santo. Mesmo assim, a tradicional entrega de folhetos aos clientes continua. ''Entrego os 'santinhos' aos fregueses sem esquecer de manter um no bolso. Também rezo pra ele de vez em quando'', disse o frentista Dirlei de Meira, 26 anos, enquanto pegava alguns panfletos no altar montado dentro do posto.
O vendedor autônomo Milton Ricordi, 46, foi um dos que receberam um ''santinho'' enquanto era atendido pelo funcionário do posto. ''Respeito o santo, mas é preciso ter fé em Deus e trabalhar muito para conseguir o que se deseja'', comentou Ricordi, enquanto guardava o folheto no bolso.
Para a maioria dos fregueses, os pedidos ao santo foram mais frequentes nos últimos meses. Alguns disseram até que as orações teriam dado certo para o País, que durante a mudança de presidência passou por pressões internacionais, enfrentou uma cotação galopante do dólar e os índices do Risco Brasil em alta. ''Agora parece que acalmou, mas temos que ter fé e rezar porque está difícil para todos os brasileiros. Mesmo assim, a primeira coisa que peço a ele é simples: saúde para todos'', disse o cliente João Carlos Caporali, 31.
Em Londrina não há uma paróquia dedicada ao santo. Mas o Apostolado Religioso Exército de Santo Expedito, entidade sediada em Jaçanã (bairro da zona norte da capital paulista), conta com uma capela tem 300 mil fiéis cadastrados de todo o Brasil. (Com Agência Estado)

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