Sem punições legais contra os candidatos dessas eleições, sobrou para a Prefeitura de Curitiba a limpeza de mais de 100 toneladas de lixo jogadas anteontem nas ruas, na forma de santinhos. Para recolher toda esta sujeira, o município está deslocando 200 homens a mais, que atuam em outros seviços de limpeza pública, para tentar deixar tudo em ordem até esta sexta-feira.
A gerente de varrição da Limpeza Pública, Gisele Martins, conta que seu departamento mobilizou 650 homens - 20% a mais do que o total normalmente utilizado na função - e 17 caminhões com capacidade de recolher uma tonelada de lixo cada, distribuídos em 18 bairros do centro e na periferia. De acordo com a Prefeitura, a convocação de um número maior de pessoal não representou um custo a mais para os cofres municipais. Porém, foram deixados de realizar serviços de capina, roçada e lavagem das feiras-livres.
Como a lei municipal e a eleitoral não prevêem punições para quem realiza estas sujeiras, nenhum candidato pagou pela bagunça. Normalmente, nos casos de panfletagem, a Prefeitura cobra uma taxa de limpeza para os usuários. Mas a assessoria de imprensa da Prefeitura informou que no caso eleitoral o controle é do TRE, além de ser difícil de identificar quem é o autor da sujeira. Na legislação, segundo a assessoria do tribunal, a única restrição é quanto à colocação de cartazes em locais públicos, cuja a multa pode ser de até 1.000 Ufirs (ou R$ 960,00).
Sujeira - O gari Joaquim Alves conta que o trabalho deles está sendo exaustivo. Ele informou que com a chuva de ontem muitos santinhos entupiram os bueiros. ‘‘A única coisa boa da chuva foi que o papel que ficou nas calçadas não está voando pela rua, porque grudou tudo no chão’’, diz.
Alves afirmou que começou a trabalhar no fim da tarde de domingo. Junto com ele, outros 80 garis foram convocados neste dia, atingindo a 650 homens na manhã de ontem. Eles juntaram ontem 30 toneladas de lixo político. ‘‘Por isso, até quarta-feira, cerca de 80% da limpeza estará concluída’’, Gisele martins.

mockup