Santa Tereza do Oeste consegue eliminar a mortalidade infantil
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sexta-feira, 28 de dezembro de 2001
Gilmar Agassi<Br>Equipe da Folha 
Cascavel - A Secretaria de Saúde de Santa Tereza do Oeste (24 Km ao sul de Cascavel) conseguiu em um ano zerar o índice de mortalidade infantil no município. Até 2000, ele era de 27,58 para cada grupo de mil nascidos vivos, taxa considerada elevada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Para o próximo ano, a meta no município é manter o trabalho deste ano não permitindo que crianças recém-nascidas morram.
Segundo a secretária de Saúde, Suzan Gracioli Picoli, o principal aliado no combate à mortalidade foi a ''coragem'' de enfrentar o problema e criar o Programa Nascer. ''Essa ação permite o acompanhamento da gestação até o primeiro ano de vida. O recém-nascido tem acompanhamento médico, de agentes de saúde, enfermeiras e consultas agendadas todos os meses. A mãe também tem todo o apoio e informações básicas necessárias e recebem kits contendo termômetro, pomadas e cartilhas'', comenta Suzan.
A secretária de Saúde conta com uma equipe de médicos, dentistas, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e agentes de saúde, que atendem nos cinco postos espalhados pelos bairros e comunidades do interior, além do posto central. Neste ano, segunda Suzan, o município inovou com o agendamento de consultas que diminuíram sensivelmente as filas e aumentaram o número de exames aos recém-nascidos.
Suzan comenta que a secretaria tem vários programas que estão em andamento e convênios com o Estado e a União que ajudaram na erradicação da mortalidade infantil. ''Melhoramos a resolutividade nos postos de saúde. Antes as crianças eram levadas aos postos, mas o problema não era resolvido. Quando eram transferidas para os hospitais de Cascavel já estavam em estado crítico'', ressalta.
Para 2002 haverá mudanças na saúde em Santa Tereza. A prefeitura está pleiteando junto ao governo do Estado uma verba de R$ 250 mil para a construção de um posto de saúde avançado, que terá leitos para internamentos e plantão 24 horas. ''De qualquer forma estamos buscando ampliar o atendimento na saúde e colocar médico atendendo até as 22 horas'', conclui Suzan.


