Santa Casa vai permanecer no SUS
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quarta-feira, 04 de junho de 1997
Antônio França Foz do Iguaçu 
Ney de SouzaAmeaça esquecidaEstabelecimento atende 1.800 pacientes do sistema público por mês; serviço pelo SUS não será ampliado. Hospital recebeu cheque do Estado no valor de R$ 171.5 mil Um acordo assinado ontem entre a Prefeitura de Foz do Iguaçu e a Santa Casa Monsenhor Guilherme - único hospital do município a atender pacientes pelo sistema público - suspende o pedido feito pelo hospital para descredenciamento do Sistema Único de Saúde (SUS). Porém, a Santa Casa ainda vai manter o Pronto-Socorro e parte do centro cirúrgico fechados.
Com uma dívida de R$ 2,4 milhões, a Santa Casa anunciou em abril que encerraria o atendimento aos pacientes do sistema público a partir de junho. O termo de cooperação técnica, científica e financeira entre município e hospital põe fim a esse processo, mas a entidade continua reservando a mesma estrutura para os pacientes do SUS.
Segundo o diretor-superintendente, Décio Zenone, o hospital não vai ampliar o número de leitos e manterá o Pronto-Socorro fechado. O centro cirúrgico ainda está passando por reformas. Das quatro salas de operação, apenas duas estão funcionando.
O compromisso assumido pela Prefeitura é sanar os problemas financeiros da Santa Casa e bancar compra de equipamentos e medicamentos. O hospital é responsável pelo atendimento de cerca de 1.800 pacientes do sistema público por mês, o que representa 80% dos procedimentos médicos da Santa Casa.
Durante a assinatura do termo, o secretário Estadual da Saúde, Armando Raggio, entregou um cheque de R$ 171,5 mil para a Santa Casa. Esses recursos serão utilizados para reformas e instalações da área de pediatria de internação clínico-cirúrgica. A continuidade do atendimento dos pacientes do SUS era a condição imprescindível para o repasse da verba à Santa Casa, disse Raggio.
No entanto, o superintendente do hospital disse que o repasse feito por Raggio representa apenas o pagamento de uma dívida antiga do governo do Estado com a entidade. Isso não é uma injeção de dinheiro, mas o pagamento dos convênios. Por isso, não vamos ampliar a estrutura de imediato, informou.


