Santa Casa vai atender particular
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 20 de dezembro de 2002
Sid Sauer<br> Equipe da Folha 
Hoje, todos os leitos atendem segurados do SUS
Campo Mourão A Santa Casa de Campo Mourão vai se reestruturar a partir do próximo ano e destinar 30% de suas vagas para o atendimento de pacientes com convênio ou mesmo pelo sistema particular. A informação foi prestada, ontem, pelo presidente da instituição, Dilmar Daleffe, como forma de viabilizar o funcionamento do hospital.
''O Ministério da Saúde permite que até 30% das vagas sejam ocupadas por particulares e esse dinheiro nos dará um grande fôlego'', disse Daleffe. Para isso, a Santa Casa fará mudanças internas no hospital e deixará uma ala separada para os atendimentos fora do Sistema Único de Saúde (SUS), com quartos e apartamentos individuais.
Hoje, toda a estrutura a Santa Casa é montada para atendimento público e os 120 leitos estão espalhados em enfermarias com no mínimo três vagas cada uma. A possibidade de destinar parte do atendimento para o sistema particular vem sendo discutida pela Santa Casa desde que o novo hospital estava em construção.
''Havia um certo receio de ceder vagas a pacientes particulares, mas chegamos a conclusão que isso será bom para a Santa Casa'', explicou Daleffe. Ele informou que já foi procurado por empresas e entidades interessadas em firmar convênios, mas que teve que recusar as propostas pela falta de uma ala para internamentos particulares.
De acordo com o presidente, a ala particular será destinada apenas para quem não quiser ficar em enfermaria. ''O paciente e seus familiares terão mais conforto, mas o atendimento médico será o mesmo'', resssaltou. Daleffe disse que não haverá risco do atendimento público ser recusado para forçar uma internação particular.
O novo hospital da Santa Casa custou R$ 9,5 milhões e começou a funcionar em outubro. A instituição, no entanto, sofre com a falta de verbas. Não há no momento, por exemplo, os R$ 50 mil necessários para pagar o 13º salário dos funcionários. ''Nossa esperança é que o governo do Estado repasse uma verba de R$ 132 mil que está atrasada'', disse Daleffe. O hospital tem ainda uma dívida bancária de R$ 100 mil que já está vencida.


