Santa Casa terá mais R$ 4 mi para reformas
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2001
Chiara Papali<br>De Londrina 
O ministro da Saúde, José Serra (PSDB), inaugurou, ontem em Londrina, o Centro de Emergências e Trauma (CET) do Hospital Irmandade Santa Casa e anunciou convênio de mais R$ 4 milhões para continuidade das obras na instituição. Um convênio entre o Ministério da Saúde e a Universidade Estadual de Londrina (UEL), de R$ 1,6 milhão, para a produção de medicamentos, também foi assinado ontem. Durante a cerimônia, o ministro recebeu o título de Irmão-Benemérito da Santa Casa.
A reforma no hospital e a ampliação do Centro de Emergências e Traumas foi realizada com recursos de R$ 1,9 milhão, convênio com Ministério da Saúde através de emendas da bancada de parlamentares federais do Paraná, e R$ 521 mil, do programa de Reforço à Reorganização do Sistema Único de Saúde (Reforsus). O hospital também recebeu R$ 223 mil de contrapartida do Estado.
A Santa Casa ganha mais 30 leitos para atendimento adulto, 12 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) específica para trauma, e 18 para pacientes em observação no pronto-socorro (PS). A UTI, que tinha 16 leitos, fica agora com 28, e o PS, que tinha 18 leitos de observação, dobra o seu número, e fica com 36 leitos.
De acordo com o diretor-superintendente da Santa Casa, Fahd Haddad, o aumento do número de leitos deve minimizar as situações de superlotação, não só da instituição, mas de todos os hospitais de Londrina. ''Em 2003, quando a reforma for totalmente concluída e a Santa Casa tiver 120 leitos a mais, 40 deles na UTI, é possível que o problema da superlotação seja totalmente solucionado'', disse.
O ministro José Serra também estava otimista com o setor da saúde no País. ''Hoje está melhor do que ontem, e amanhã vai estar melhor do que hoje. O importante é que a gente está numa rota de melhora num setor que é muito difícil no Brasil, até porque 75% dos brasileiros dependem da medicina gratuita'', disse.
Sobre o convênio com a UEL para a produção de medicamentos, Serra explicou que se trata de um programa federal de incentivo a produção de remédios para distribuição gratuita. ''É importante ter presente que 40% das famílias no Brasil tem renda, por mês, inferior a três salários mínimos, e não tem dinheiro para comprar genérico em farmácia, precisam da distribuição gratuita. Então, o governo federal fez um programa com universidades e governos estaduais para aumentar produção e o Paraná foi um dos Estados escolhidos, através de Londrina, porque a universidade aqui é muito boa'', afirmou.


