Santa Casa também estuda
fechamento de Pronto Socorro
O diretor-superintendente da Santa Casa de Londrina, Fahd Haddad, não descartou ontem que a instituição também pode tomar o mesmo caminho do Hospital Evangélico, propondo o fechamento do P.S. Segundo ele, o assunto deverá ser discutido nas próximas reuniões entre a mesa administrativa e o novo provedor da Santa Casa, eleitos recentemente.
‘‘A decisão vai depender da mesa, mas tudo é possível porque a situação é grave. Desde o início do ano estamos denunciando as dificuldades no setor e a crise na saúde não está resolvida’’, lamentou. Ele destacou que, a exemplo do Evangélico, a Santa Casa também tem de R$ 250 mil a R$ 300 mil de prejuízos mensais com o atendimento ao SUS, R$ 80 mil deles só com o pronto-socorro.
‘‘É preocupante porque hoje a cidade está com problemas, existe uma sobrecarga natural e um equilíbrio precário. Com essa decisão (do Evangélico), fica bastante comprometido esse equilíbrio e o atendimento tende a piorar’’, disse.
O diretor-superintendente do HU, Cláudio Camacho, concorda: ‘‘A gente vê com grande preocupação. Porque já temos problemas sérios na questão da urgência e emergência e, com um hospital deixando de prestar atendimento, a tendência é piorar’’, lamentou. Só o HU, que tem plantão 24 horas por dia, atende cerca de seis mil pacientes por mês no P.S.
Maurício Barros, coordenador de saúde do Centro de Direitos Humanos de Londrina (CDH), ficou sabendo da decisão do Evangélico pela Folha e também ficou decepcionado. ‘‘A nossa luta é pela ampliação dos recursos de atendimento do SUS, não o contrário. E também nos preocupa porque as coisas são colocadas de maneira repentina, sem discussão. Deveria ser o contrário, já que se trata de um serviço público’’, criticou.
O promotor de Defesa de Direitos e Garantias Constitucionais, Paulo Tavares, também ficou sabendo do fechamento do pronto-socorro do HEL pela Folha. Ele não quis comentar o caso antes de conhecer detalhes da decisão. ‘‘Mas, de forma geral, é péssimo para a cidade, a situação vai piorar muito. Em época de inverno pode virar o caos.’’ (L.H.)

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