Cambé - A Associação Cambeense de Saúde se reúne hoje com a diretora da Santa Casa de Cambé (13 km a oeste de Londrina), Isabel Aparecida da Silva, em busca de soluções para o problema da superlotação do hospital. A Santa Casa possui 68 leitos e, segundo Isabel, o número de pacientes internados ontem era próximo a 80. À noite, a situação de atendimento era crítica e causou revolta. Algumas pessoas ligaram para a redação da Folha para reclamar.
A superlotação não é o único problema da Santa Casa. O hospital é o único que atende pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na cidade e além de atender um número maior de pacientes que sua capacidade comporta, não recebe por todos os pacientes que interna.
Quem afirma isso é a diretora do hospital Isabel Aparecida da Silva. Ela reclama que o documento de autorização de internação hospitalar (AIH) não está sendo liberado e é esse documento que permite que o hospital receba. ''Esse mês foram 199 internações sem receber o AIH'', denuncia. ''Estamos na iminência de sucumbir. É uma super falta de vontade política de investir na área da saúde que gera uma superlotação no hospital'', completa.
A Diretora da Saúde no Estado, Márcia Huçulak, afirma que existe uma regra nacional que define o número de internações por habitante/ano. ''A regra estima que 8% da população da cidade vai se internar em algum momento do ano. Essa cota é entregue para o município que autoriza a internação'', explica. Márcia Huçulak diz que não pode dizer o que está acontecendo em Cambé sem antes fazer um estudo do caso. Ela especula que a cidade pode estar recebendo um número maior de pacientes de outros municípios ou internando mais pacientes da própria cidade, que ao invés de se dirigirem para centros maiores estariam ficando em Cambé.

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