Em visita à FOLHA, na manhã de ontem, o superintendente da Santa Casa de Londrina, Fahd Haddad, explicou como funciona a parceria entre o hospital e o ambulatório do Sistema de Assistência à Saúde (SAS), convênio oferecido gratuitamente pelo governo estadual aos servidores estaduais. Ele rebateu as críticas de alguns pacientes, publicadas em uma reportagem ontem.
O sistema foi criado na gestão anterior a do governador Roberto Requião e a escolha da Santa Casa se deu por meio de licitação pública. O conveniado não desembolsa nada pelo benefício, que atende mais de 60 mil usuários na região de Londrina. Por mês, são realizadas 15 mil consultas, 18 mil exames e procedimentos e 380 internações.
Segundo Haddad, uma pesquisa realizada pelo Estado, no ano passado, apontou que o índice de satisfação dos usuários do ambulatório e da área hospitalar do SAS é de 85% e 95%, respectivamente. ''Muitos usuários de outros convênios, inclusive, estão trocando seus planos de saúde pelo SAS porque não conseguem arcar com a despesa e porque sabem que o serviço prestado é de qualidade'', afirmou Haddad, que veio acompanhado do gerente do SAS em Londrina, Antonio Carlos Ribeiro
Para registrar reclamações na demora da marcação de consultas ou qualidade do atendimento médico, como as publicadas ontem pelo jornal, os conveniados têm três caminhos: procurar a ouvidoria do próprio sistema, que funciona dentro do ambulatório na Avenida Souza Naves, Região Central da cidade, ou o serviço de ouvidoria do hospital, a duas quadras de distância. ''O paciente tem ainda a ouvidoria estadual, para a qual pode reclamar via um 0800'', assinalou.
De acordo com o superintendente, o governo estadual cedeu ainda um espaço do prédio onde funciona o ambulatório para a realização das perícias sem que o paciente precise se deslocar a grandes distâncias. ''Com esse intuito também foram criadas as mezoregiões de atendimento. Dessa forma, o usuário não precisa se deslocar além de 30 quilômetros para obter tratamento'', informou Haddad.
Pelo menos 40 serviços de apoio especializado que não são cobertos pelo SAS são oferecidos aos pacientes em parceria com clínicas da cidade, entre eles, o tratamento psiquiátrico, como é o caso da auxiliar de enfermagem Eusdra Franco, que reclamou na demora da marcação de consultas para obtenção de um atestado.
''No início houve alguma demora, mas hoje já está controlado. Mesmo assim, se houver problema é só reclamar na ouvidoria, que tentará contornar a situação o mais rápido possível'', explicou Haddad.
No caso de exames que não são cobertos pelo convênio, a Santa Casa oferece os mesmos procedimentos a preço de custo para os usuários. Um acordo do SAS com os associados do Fundo de Assistência à Saúde da Polícia Militar (Faspm), assinado na semana passada, já garante a realização de ressonâncias gratuitas aos policiais e seus beneficiários.
''Para receber outros serviços que não são cobertos pelo convênio, como quarto particular, por exemplo, o usuário deve pagar a diferença'', completou Haddad. Segundo ele, nunca faltou medicamentos para o atendimento dos pacientes na Santa Casa, que conta com um corpo médico de 815 profissionais.
''As reclamações são estranhas porque o sistema tem dado tão certo desde que foi instaurado, há cinco anos, que os governos de outros estados têm estudado o nosso modelo de saúde para copiá-lo', declarou o superintendente da Santa Casa.
Para ele, ainda falta informação aos usuários do sistema. ''Para isso eles recebem um manual explicativo, que trata dos direitos e deveres do conveniado. Basta folheá-lo para entender corretamente como funciona o sistema.''

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