A diretoria da Santa Casa de Londrina já enviou pedido de credeciamento junto à Secretaria Municipal de Saúde pedindo a retomada das atividades do Núcleo Infantil de Anomalias Crânio Facias (Nitac), que funcionava no Hospital Infantil. Conforme o superintendente da Santa Casa, Fahd Haddad, de 1996 a 2003 foram realizadas 75 cirurgias em 62 pacientes fissurados e, por questões burocráticas, o atendimento foi interrompido. ''Já conversei com o secretário de Saúde para retomarmos o serviço, que já chegou a oferecer dez cirurgias por mês para pacientes de todo o Norte paranaense'', comentou Haddad.
No mês passado foi realizada, em Cascavel (Oeste), a primeira cirurgia de enxerto ósseo na fissura palatal por uma equipe da região. Participaram do procedimento um cirurgião dentista, um ortopedista e alunos de residência em cirurgia e traumatologia buco maxilo facial da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste).
Segundo o dentista Geraldo Grisa, responsável pela equipe, o atendimento de pacientes com fissuras lábio-palatais vem sendo desenvolvido há dois anos por profissionais do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) e do Centro de Ciências Médicas e Farmacêuticas (CCMF) da Unioeste. Entre eles estão neurologistas, fonoaudiólogos, psicólogos e cirurgiões dentistas.
Faz parte do projeto a criação do Centro de Atenção Especializada a Pacientes com Fissura Lábio-Palatal, que deve ser construído em anexo ao Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP). ''O objetivo é credenciar o hospital no SUS como centro de referência na região'', informou Grisa. Os recursos para a criação do Centro viriam do Fundo Nacional de Saúde e da própria Unioeste.
Ainda segundo o dentista, o projeto da Unioeste, assim como o trabalho do Cefil, prevê o tratamento do portador de fissura desde o nascimento até a vida adulta e a vantagem está na economia de recursos com o translado dos pacientes até a Capital ou para Bauru (SP), onde há centros de referência para tratar a enfermidade.®MDBO¯ ®MDNM¯(M.G.)®MDBO¯

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