Santa Casa pode ser autorizada
Emerson Dias
De Foz do Iguaçu
Especial para Folha
Apesar de registrar altos índices de hepatite tipo A, B e C (143 casos diagnosticados em 1999) e de não contar com um Hospital Universitário como referência para receber os medicamentos especiais usados no tratamento da doença, Foz do Iguaçu consegue cuidar de seus pacientes, auxiliando-os na compra de remédios e bancando as despesas daqueles que precisam se deslocar para os grandes centros em busca da cura.
Os números da Secretaria Municipal de Saúde mostraram 86 casos de hepatite B no ano passado. Segundo o médico Luiz Carlos Lazari Brem, um dos responsáveis pelo acompanhamento destes pacientes, pouco mais de 5% foram encaminhados para Curitiba e Porto Alegre. Enviamos somente aqueles com hepatite crônica ativa, que estão em um estágio mais agressivo, explicou Brem.
Ele disse ainda que quando alguns doentes apresentam lesões no fígado (doença em estágio avançado) e precisam de um transplante, essas pessoas são assistidas durante todo o tempo, mesmo estando longe de casa.
Um cadastro está sendo montado por Luiz Carlos Brem, juntamente com outra médica, na tentativa facilitar o envio de medicamentos à cidade, principalmente o Interferon Beta. Para isso, é necessário que a Santa Casa de Foz entre na lista dos hospitais autorizados a receber os remédios. Um projeto apresentado à Secretaria de Saúde ainda está sendo analisado, mas depende da aprovação do Ministério da Saúde.
Este ano, até o final de março, somente cinco casos de hepatite foram comprovados em laboratório. Deste total, dois são do tipo A e três do tipo B.





