A Santa Casa Monsenhor Guilherme, de Foz do Iguaçu, está ameaçando romper o convênio que mantém com a prefeitura para atender casos que necessitem de atendimentos de urgência e emergência. A direção da Santa Casa alega que 90% dos casos atendidos são de procedimentos básicos. A prefeitura firmou Termo de Cooperação Técnico, Científico e Financeiro com a Santa Casa em dezembro, quando o Pronto Atendimento Municipal (PAM) deixou de atender casos de urgência e emergência. Caso de emergência é aquele em que o paciente corre risco de vida, enquanto que o de urgência não.
Somente em final de semana, a Santa Casa atendeu 345 pessoas no Pronto Socorro. Desse total, apenas 36 foram internadas, o que caracteriza que a maioria dos casos não era grave. A Santa Casa também alega que não tem estrutura operacional para atender tantos pacientes. O atendimento vai continuar somente até o dia 15 de março.
Após o convênio com a prefeitura, o movimento mensal do hospital aumentou em 420%. Além disso, 20 médicos pediram para ser desligados do corpo clínico do hospital. O administrador da Santa Casa, Nilton Cesar Ribeiro, garante que a decisão de descredenciamento não é uma questão financeira. ‘‘Não estamos rompendo por causa de dinheiro e sim porque não temos condições operacionais para atender com qualidade. Passamos a atender todo tipo de paciente’’, disse.
A Secretaria Municipal de Saúde divulgou nota no final da tarde de ontem. Na nota consta os termos do convênio e que os atendimentos básicos de saúde continuam funcionando em um prédio anexo ao antigo PAM. A nota diz ainda que prefeitura já repassou R$ 207 mil à Santa Casa referente ao primeiro mês de atendimento. A Folha procurou o secretário de Saúde, Sadi Buzanello, por várias vezes, mas ele não foi encontrado.

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