Santa Casa pede verbas para ampliação
Osmani Costa
De Londrina
A direção do hospital Santa Casa de Cambé (13 km a leste de Londrina) está lançando uma proposta, no mínimo, polêmica. Ela está reivindicando as possíveis verbas públicas municipais, estaduais e federais , que teoricamente serviriam para a reabertura do Hospital Londrina, fechado há quase dois anos, para um projeto de ampliação da capacidade de atendimento da unidade filantrópica que funciona na cidade há 33 anos.
De acordo com o projeto que está sendo preparado para encaminhamento às autoridades do setor de saúde, o número de leitos da Santa Casa, que hoje é de 54, poderia subir para 70 em breve e para até 350 nos próximos anos. A intenção é construir novas alas, com UTI, centro cirúrgico e quartos para internação. Enquanto a reativação do Hospital Londrina está orçada em R$ 6 milhões, os investimentos na Santa Casa seriam de aproximadamente R$ 1,8 milhão, garante a diretora-administrativa Izabel Aparecida da Silva.
Segundo ela, a proposta da Santa Casa vai ao encontro do argumento defendido pelo governo do Estado, segundo o qual o Hospital Londrina só poderá ser reaberto através de uma parceria entre as prefeituras da região, a iniciativa privada e a comunidade. Nosso hospital é o único que atende usuários do SUS (Sistema Único de Saúde), tem administração particular mas não visa lucros, por ser filantrópico. Estamos procurando parcerias com o poder público e a iniciativa privada para poder servir melhor a comunidade, afirma a diretora.
A proposta de ampliação do hospital que realiza cerca de 10 mil atendimentos e 400 internações mensais pelo SUS será apresentada nos próximos dias ao Conselho Municipal de Saúde, ao secretário de Saúde Antonio da Silva Freitas e, na sequência, para os governos estadual e federal. A Santa Casa entraria com o terreno que possui para a construção de novos pavilhões. Atualmente o hospital possui uma área construída de 2.856 metros quadrados, num terreno de 7.056 metros quadrados.
A diretora ressalta que a Santa Casa, que conta com 37 médicos fixos e 120 funcionários, tem mensalmente um prejuízo de R$ 20 mil no atendimento aos pacientes do SUS. Com recursos próprios, cuja quantia Izabel da Silva não soube precisar, o hospital construiu nos últimos 15 anos uma ala para a nova pediatria, com 16 leitos. Falta apenas uma parte dos equipamentos e móveis para que ela seja inaugurada, juntando-se aos atuais nove leitos do setor.
Izabel da Silva calcula que sejam necessários R$ 50 mil para que a nova pediatria fique pronta para o funcionamento. Os recursos foram reivindicados junto ao governo do Paraná em setembro, e a direção do hospital aguarda para breve a liberação deles.





