Curitiba Diretores da Santa Casa de Misericórdia de Ponta Grossa pediram ontem que o teto financeiro pago por procedimentos realizados pelo hospital pelo Sistema Único de Saúde (SUS) seja elevado em 25%. Isso aumentaria para R$ 557,5 mil o valor pago pelo SUS à Santa Casa. A reivindicação foi feita ao diretor da secretaria de Estado da Saúde, Carlos Manoel.
Além disso, os diretores reivindicaram a transferência da maternidade para o Hospital Evangélico de Ponta Grossa e o credenciamento de procedimentos como de alta compexidade, uma vez que eles já possuem esse caráter, mas são pagos como de baixa complexidade.
Segundo o diretor da Santa Casa, Douglas Fanchin Taques Fonseca, o hospital tem um prejuízo de R$ 40 mil a R$ 50 mil por mês e uma dívida acumulada de R$ 4 milhões. No início do mês, os médicos que atendem à maternidade pararam de trabalhar por falta de recebimento. A Santa Casa firmou convênio para que o HE atendesse as gestantes. Contudo, uma liminar da Justiça obrigou a Santa Casa a reativar a maternidade.
Os diretores saíram da reunião sem uma definição. Uma nova reunião foi marcada para próxima semana. ''Eles querem se certificar de que o Evangélico tem mesmo condições de atender a demanda da Santa Casa'', explicou Fonseca.

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