Santa Casa mantém triagem de pacientes em pronto-socorro
Silvana Leão
A Santa Casa de Londrina pretende continuar a triagem de pacientes que buscam atendimento no pronto-socorro. Desde o final de maio, quando os problemas de superlotação levaram a direção do hospital ao limite da improvisação, com pacientes internados até em cadeiras, a triagem administrativa foi intensificada como forma de selecionar os pacientes, atendendo somente os casos graves.
Com exceção das urgências e emergências, todos os pacientes que chegam ao pronto-socorro são submetidos a uma rápida entrevista. Quando fica claro que se trata de atendimento ambulatorial, a pessoa é encaminhada para as unidades básicas de saúde. Nossa intenção é reorganizar o fluxo de pacientes, passando a atender somente os casos mais complexos. Este é o nosso objetivo, ressalta o chefe do setor, Sérgio Canavese.
De acordo com o médico, antes de intensificar a triagem, 70% dos pacientes que chegavam ao pronto-socorro eram consultados e liberados em seguida. Ou seja, apenas 30% justificavam a procura pelo hospital. Canavese afirmou que, com a medida, houve redução no número de pacientes, e, de maneira geral, os que chegam justificam o atendimento especializado. O médico lembra, porém, que a triagem só resolve o problema do excesso de consulta. A superlotação de pacientes internados continua (ontem havia 48, em uma estrutura preparada para receber 18).
Canavese informou também que o objetivo do hospital é chegar a um ponto em que o pronto-socorro torne-se referência apenas para os casos de urgência/emergência, o que permitiria ao setor permanecer em plantão ininterrupto. Outra meta é a integração com as secretarias municipal e estadual de Saúde, através de serviços como a central de leitos e apoio para transferências de pacientes, quando necessárias.





