A direção da Santa Casa de Campo Mourão deve publicar em 30 dias, no máximo, o edital de licitação para a retomada das obras do hospital, que estão paralisadas por falta de dinheiro há dois anos. O hospital começou a ser construído em 1990. O anúncio da volta da construção foi feito ontem pelo presidente da entidade, o empresário Dilmar Daleffe, depois que ele recebeu uma notícia esperada desde 1996: a liberação de R$ 738 mil do Ministério da Saúde através do Reforsus.
‘‘Já estamos preparando a documentação, que é bastante complicada, e acreditamos que a obra pode ser reiniciada em outubro’’, conta Daleffe. Os R$ 738 mil do Reforsus são para obras da saúde que estão inacabadas e o dinheiro vem do Banco Mundial, o que deixa a licitação ainda mais complicada. Ao mesmo tempo que a Santa Casa, a prefeitura também abre licitação para outros R$ 1,2 milhão liberados pelo governo federal para as obras.
Com as duas liberações, mais as contrapartidas de R$ 330 mil do governo do Estado e de R$ 240 mil da prefeitura, que totalizam R$ 2,5 milhões, Daleffe diz que será possível terminar a construção do hospital. A conclusão só será possível, no entanto, porque o projeto da obra foi totalmente readequado. O número de leitos, por exemplo, inicialmente previsto para ser 300, foi reduzido para 100. ‘‘Será suficiente para atender a região’’, explica o presidente.
Daleffe acredita que as obras, depois de iniciadas, fiquem prontas em um ano. Por isso mesmo, a expectativa é que o hospital seja entregue em outubro do ano que vem. O empresário admite, porém, que a liberação às vésperas de uma eleição o deixou com ‘‘os dois pés atrás’’. ‘‘A gente fica desconfiado, mas dá para acreditar porque os recursos já estão até empenhados’’, frisa. A conclusão da Santa Casa já foi prometida em várias campanhas eleitorais.
Enquanto o hospital não fica pronto, a Santa Casa de Campo Mourão atende em instalações provisórias, numa antiga maternidade privada. Na nova sede, na saída para Araruna, já foram investidos pelo menos R$ 1,5 milhão, sendo que a maioria do dinheiro veio de doações da comunidade. A maior parte da construção depende apenas de acabamento, além dos equipamentos. A idéia é fazer com que a Santa Casa funcione como um hospital público regional, estabelecimento que atualmente inexiste e sobrecarrega o Posto 24 Horas.Arquivo FolhaDinheiro suficienteCom as verbas liberadas, mais contrapartidas do governo do Estado e recurso da prefeitura será possível terminar o hospitalSid Sauer

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