A Santa Casa de Londrina é o sexto melhor hospital do País em controle de infecção hospitalar. Foi o terceiro colocado dentro de sua categoria (médio porte), perdendo em pontuação apenas para os hospitais Emílio Ribas e 9 de Julho, ambos de São Paulo. E obteve a maior pontuação (85,6 pontos) entre os sete hospitais do Paraná que concorreram. Realizado com o objetivo de reconhecer e premiar os hospitais que mantêm Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), o concurso teve participação de 40 instituições.
Divididos em três categorias, de acordo com o número de leitos, os hospitais apresentaram trabalhos mostrando a estrutura do CCIH, o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), o método de vigilância epidemiológica e os resultados da experiência. O primeiro colocado foi o hospital Emílio Ribas (São Paulo), com 94 pontos, seguido pelo Hospital das Clínicas (São Paulo), com 92,4 pontos e o Hospital Albert Einstein (São Paulo), com 88,6 pontos.
No trabalho apresentado para avaliação, a Santa Casa apresentou os resultados da sua luta contra a bactéria Acinetobacter calcoaceticus. A enfermeira e coordenadora do SPCIH da Santa casa, Edilívia Dias Matos, explica que a bactéria vinha causando graves infecções hospitalares em vários centros, aparecendo na Santa Casa a partir de outubro de 94. Nessa época, foi responsável por 15,7% dos casos de infecção no hospital londrinense.
A gravidade das infecções encontrou resposta imediata no SCIH, que tomou medidas contra a disseminação do microorganismo. A equipe iniciou um trabalho para intensificar a lavagem correta das mãos com antissépticos em todas as unidades críticas; identificou os pacientes portadores ou infectados com a bactéria; e conscientizou o corpo clínico sobre o perigos da bactéria. Após um ano de trabalho, a frequência da bactéria caiu de 15,7% para 1%, tendo importância quase insignificante.
‘‘Foi uma grande conquista. Mas a luta da equipe é contínua. O próprio ambiente hospitalar favorece o aparecimento de bactérias multirresistentes, e só um acompanhamento intensivo e constante garante baixos índices de infecção hospitalar’’, comenta. A enfermeira explica que toda instituição tem sua ‘‘flora bacteriana’’ - bactérias que chegam trazidas por pacientes e que ficam no ambiente hospitalar.
Para manter a situação sob controle, a equipe do SCIH faz coletas diárias de material em todo hospital; as amostras são encaminhadas para o controle de agentes antimicrobianos, que traça um perfil de sensibilidade das bactérias detectadas. Com o resultado do exame, a farmácia libera o tipo de antibiótico apropriado para o combate ao microorganismo.
O investimento em equipamentos de esterilização também é prioritário, acentua a enfermeira. E cita como exemplo a compra recente do Sterrad, da Johnson & Johnson, que possibilita a esterilização de materiais cirúrgicos de metal, plásticos, fibras óticas, entre outros. Existem apenas 30 aparelhos como este em todo o País.
A média de infecção hospitalar da Santa Casa é de 2,6%. Isso representa 50% menos que o máximo aceito pela Organização Mundial de Saúde (OMS) - 5%.

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