Santa Casa diz que não poderá absorver demanda
Santa Casa diz que não
poderá absorver demanda
Arquivo FolhaSEM CONDIÇÕESO diretor-técnico-assistencial, Sérgio Canavesi, da Irmandade da Santa Casa de Londrina: Não teremos capacidade para absorver estes atendimentos, o que significará que terão pacientes sem atendimento adequadoOs hospitais terciários Universitário e Santa Casa é que terão que absorver a demanda do Hospital Evangélico, caso o seu pronto-socorro seja realmente fechado a partir de 26 de dezembro. A afirmação é do diretor-técnico-assistencial da Irmandade da Santa Casa de Londrina (Iscal), Sérgio Canavesi, que diz se preocupar com esta situação, porque isto implicará em pacientes sem atendimento.
A complexidade dos casos atendidos pelo HE não permitirá que a demanda seja distribuída também entre os hospitais secundários e as unidades básicas de saúde, o que sobrecarregará os hospitais terciários, afirmou. Nós não teremos capacidade para absorver estes atendimentos o que significará que terão pacientes sem atendimento adequado, complementou.
Sérgio Canavesi afirmou que a Santa Casa irá atender de acordo com a capacidade. Vamos cumprir nosso papel no sistema de saúde do município, mas temos uma limitação, salientou. Agora cabe à secretaria de Saúde tomar uma providência, já que é o município que descredencia os serviços.
O diretor-técnico-assistencial da Iscal lembra que Londrina atende pacientes de toda a região Norte, inclusive do Estado de São Paulo e do Mato Grosso do Sul. Diante desta demanda já enfrentamos problemas sérios em alguns momentos, se perdermos um parceiro como o Evangélico a situação ficará crítica, avaliou.
Sérgio Canavesi disse ainda que a Santa Casa também tem uma defasagem de mais ou menos 300 mil/mês com o pronto atendimento mesmo valor do HE. Na sua opinião é preciso que se faça uma revisão da tabela do SUS, que não sofre reajuste desde 1994. Ele afirma que enquanto o SUS paga R$ 2,55 por uma consulta, os planos de saúde e convênios pagam entre R$ 25,00 e R$ 30,00.
Amanhã, às 19h30, acontece na sede do Centro de Direitos Humanos (CDH) uma reunião para discutir o descredenciamento. Estarão presentes diretores do Evangélico, representantes do Conselho Municipal de Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde, entre outros. (E.P)





