Santa Casa define hoje se vai reabrir pronto-socorro
Lúcio Horta
A Santa Casa de Londrina deve definir somente hoje de manhã se o pronto-socorro será aberto ou não. O setor precisou ser fechado, anteontem, por causa do grande número de pacientes. Muitos tiveram que ser aguardar atendimento no corredor do PS. Ontem, o plantão do SUS foi do Hospital Evangélico.
Segundo a assessoria de imprensa da Santa Casa, 45 pacientes, 27 a mais que a capacidade dos leitos, permaneciam internados ontem de manhã. Por falta de leitos na UTI, dois dos doentes mais graves, que chegaram ao hospital na segunda-feira, tiveram que ser acomodados no setor de hemodinâmica, onde são realizados exames de sangue e coração. Foi a maneira encontrada pelo hospital para tirá-los da sala de emergência.
Situação não menos dramática enfrenta o pronto-socorro médico do Hospital Universitário (HU), que oferece plantões diários e ininterruptos. O HU também teve que paralisar o plantão de clínica médica na segunda-feira. Até ontem no final da tarde, o hospital só recebia casos de extrema gravidade. Todos os 36 leitos do PS estavam ocupados e outros 33 pacientes continuavam acomodados em macas espalhadas pelos corredores do hospital.
Um dos problemas é que a nossa estrutura física é muito acanhada e recebemos pacientes de toda região. A única solução para minimizar a situação seria a reforma, que já foi apresentada há muito tempo, observou o diretor-clínico do HU, Sylvio Villari.
Já no Hospital Evangélico, que fez o plantão ontem, a situação foi menos traumática. Nós nunca fechamos o PS. Temos um mecanismo interno para evitar que isso não aconteça, explicou o diretor-clínico Jorge Pereira Cardoso. O mecanismo a que se referiu o diretor é a não-realização de cirurgias do Sistema Único de Saúde (SUS) de baixa complexidade, como de hérnia de disco, hemorróidas e fimose.
O diretor defende que este tipo de procedimento deve ser realizado somente em hospitais secundários, como os hospitais da Zona Norte e Zona Sul. Para hospitais terciários, diz ele, o plantão deve se ater aos procedimentos de alta complexidade, como os traumatizados em acidentes de trânsito.





