Santa Casa de Paranaguá vai ganhar novos leitos de UCI
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quinta-feira, 24 de junho de 2004
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O governo do Estado promete implantar quatro leitos de Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) na maternidade da Santa Casa de Misericórdia de Paranaguá, no litoral do Estado, para atendimento a recém-nascidos de risco. O anúncio veio depois que um bebê, que nasceu prematuro com seis meses e meio, acabou morrendo na última quarta-feira.
O diretor de Sistemas de Sa© úde da secretaria de estado da Saúde, Gilberto Martin, garantiu que a morte do recém-nascido não foi por falta de assistência médico-hospitalar. A criança, segundo ele, recebeu atendimento e não tinha condição de ser transferida. No mesmo dia, lembrou ele, um outro bebê prematuro foi encaminhado para uma unidade neo-natal, em Campo Largo, na região metropolitana, e passa bem.
O funcionamento da UCI vai depender da reestruturação do hospital. A Santa Casa está fechada desde o último dia 3 e sob intervenção do Estado desde o dia 9. A maternidade voltou a funcionar com base em uma liminar judicial obtida pela Prefeitura de Paranaguá, que está responsável pelo gerenciamento.
Martin adiantou que a reabertura se dará em duas etapas. Primeiramente, voltarão a funcionar o pronto-socorro e o centro cirúrgico e na etapa seguinte a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), que deve ganhar mais seis leitos, completando um total de dez. Ele admitiu, no entanto, que como o pronto-socorro depende de reformas, a reabertura será adiada em cerca de 20 dias. A previsão era que a Santa Casa voltasse a atender no dia 1º de julho. A UTI e UCI só devem ser reabertas no início de agosto. Em relação ao restante da estrutura física, Martin afirmou que ''quase vale à pena construir um outro hospital''. O prédio tem quase 170 anos.
O Conselho Regional de Medicina (CRM) do Paraná enviou representantes à Santa Casa para uma avaliação. De acordo com o médico fiscal do CRM do Paraná, Elísio Lopes Rodrigues, o hospital tem problemas que representam risco para os pacientes e para o quadro clínico. Um dos exemplos é a inexistência de uma área adequada de isolamento. Segundo ele, é preciso, também, readequar a central de esterilização de materiais.


