Santa Casa de Paranaguá está sucateada e com dificuldades
Giovani Ferreira
De Curitiba
Com um faturamento de aproximadamente R$ 110 mil e uma despesa mensal superior a R$ 120 mil, a Santa Casa de Paranaguá vem enfentando dificuldades financeiras para atender o crescente fluxo de pacientes. Incluindo os atendimentos feitos no pronto-socorro, o hospital recebe mensalmente uma média de 14 mil pacientes de toda a região litorânea do Estado.
A maior parte dos procedimentos realizados pela Santa Casa é faturada para o Sistema Único de Saúde (SUS), que representa 99,9% dos pacientes atendidos. Uma pequena parcela procura no hospital atendimento particular ou pelo Instituto de Previdência do Estado (Ipe). Um dos grandes problemas é que, além de não suprir todas as despesas, o repasse do SUS ainda chega com pelo menos um mês de atraso.
Os recursos do SUS para a Santa Casa somam em torno de R$ 95 mil por mês. Ourival dos Santos, administrador do hospital, explicou que o repasse feito pelas prefeituras de Paranaguá e Pontal do Paraná é que está colaborando para a sobrevivência da Santa Casa. Juntas as duas prefeituras são responspáveis por recursos na ordem de R$ 17 mil mensais.
De acordo com Ourival, um dos grandes problemas enfrentados pela Santa Casa vem sendo a falta de dinheiro para investimentos. Com 164 anos e uma estrutura que dispõe de pronto-socorro, UTI e 106 leitos, o prédio do hospital está ficando sucateado, precisando de obras de reforma e de novos equipamentos, disse. Segundo o administrador, os valores faturados e o dinheiro arrecadado nas prefeituras não cobrem nem as despesas com a manutenção da casa hospitalar.
A direção da Santa Casa espera resolver parte de seus problemas financeiros, acreditando no aumento dos valores repassados pelo SUS. De acordo com Ourival, no início do ano o governo federal comprometeu-se em garantir uma subvenção de 30% sobre o faturamento total das Santas Casas com o SUS. O hospital que faturar R$ 100 mil, por exemplo, deve receber do SUS R$ 130 mil. Esse aumento de 30% ainda não tem data definida para começar a ser repassado.
Para Ourival, essa ainda não seria a solução ideal para os problemas enfrentados pelas Santas Casas em todo o País, mas pelo menos daria um fôlego aos hospitais no sentido de amenizar as dívidas e garantir o pagamento dos fornecedores.





