O prédio da Santa Casa de Foz do Iguaçu, o maior hospital público do Extremo-Oeste do Estado, deverá ser leiloado no próximo dia 5 de maio para o pagamento de uma dívida de R$ 11,1 mil com a empresa Distribuidora de Medicamentos LTDA (Dimed). O imóvel, somando-se terreno, edificações e equipamentos - foi avaliado pela Justiça em R$ 5,78 milhões. Esse valor é 526 vezes maior que a dívida com a Dimed.
O leilão foi determinado pela 1ª Vara Cível do Fórum de Foz do Iguaçu. Na primeira etapa do processo, marcada para as 14h45 do dia 5, o imóvel será vendido a quem oferecer um valor superior ao avaliado. Caso isso não ocorra, o imóvel volta a ser leiloado no dia 19 de maio, também às 14h45.
Desta vez, o edital estabelece que será vencedor quem oferecer o maior valor, desde que não seja ‘‘preço vil’’. As duas etapas do leilão serão realizadas no Fórum de Foz do Iguaçu.
Fundada há 60 anos, a Santa Casa Monsenhor Guilherme está instalada em um terreno de 16,8 mil metros quadrados, na área central de Foz do Iguaçu. O prédio tem 9.930 metros quadrados. O hospital destina atualmente 130 leitos ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Há pouco mais de um ano - desde 17 de abril de 98 -, a Santa Casa está sob intervenção da Prefeitura de Foz do Iguaçu. Até então, a instituição era administrada por uma irmandade.
A intervenção municipal ocorreu quando o hospital ameaçava fechar, em decorrência de dívidas que atingiam R$ 12 milhões. No último dia 16, a prefeitura prorrogou a intervenção por mais três meses.
Ontem, a prefeitura divulgou uma nota oficial em que afirma que o leilão ‘‘não vai interferir’’ no processo de intervenção no hospital. ‘‘O município não é dono do prédio e, portanto, não é devedor’’, afirma um trecho da nota.
Segundo a prefeitura, a empresa Dimed moveu a ação contra a Santa Casa por dívidas vencidas em 1986, dois anos antes da intervenção.
A Folha procurou ontem o presidente do Conselho Superior da Irmandade Santa Casa Monsenhor Guilherme, Wanderlei Teixeira, mas ele não retornou as ligações.
Além da dívida com a Dimed, a Santa Casa enfrenta mais de 120 ações de ex-funcionários na Justiça trabalhista, além de responder a processos fiscais por dívidas com outros fornecedores e com a Previdência Social. Segundo a prefeitura, a dívida total já chega a R$ 15 milhões.

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