Santa Casa de Foz entra em greve
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sábado, 23 de dezembro de 2000
Emerson Dias De Foz do Iguaçu 
Os funcionários da Santa Casa Monsenhor Guilherme, de Foz do Iguaçu, iniciaram uma greve por tempo indeterminado devido a falta de pagamento do 13º salário. Desde ontem, apenas 30% das atividades estão sendo mantidos em funcionamento.
Somente a UTI e o pronto-socorro operam normalmente. O restante dos departamentos está sendo mantido por um grupo que não chega a 30 pessoas. Atualmente, a Santa Casa mantém 142 pacientes mesmo tendo capacidade para apenas 120. Os 140 funcionários criticam o atraso no depósito do dinheiro e também as demissões que ocorreram nos últimos dias, ferindo um acordo assinado há dois meses entre o sindicato da categoria e o secretário de Saúde, Sadi Buzanelo. O documento também teve o aval da Procuradoria Regional do Trabalho.
Estamos sem 13º e sem crédito nas contas do FGTS. Além disso, cinco pessoas foram demitidas nas últimas duas semanas sem justa causa, comentou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Foz do Iguaçu, Antonio Marcos Gomes de Oliveira, destacando ainda que muitos funcionários estão arrecadando dinheiro para ajudar os colegas mais necessitados que estão sem crédito no comércio local. Enquanto fazemos vaquinha para alguns comerem, a Secretaria não dá qualquer retorno sobre a situação, acusou.
A Folha tentou encontrar Buzanelo e o prefeito Harry Daijó (PPB), mas a atendente da Prefeitura de Foz do Iguaçu informou que não havia expediente porque as atividades da administração estavam em recesso. Os assessores e diretores da Secretaria de Saúde também não foram encontrados.
A expectativa da categoria e também dos funcionários filiados ao Sindicato dos Servidores Municipais de Foz (Sismufi) é aguardar o repasse de R$ 7,5 milhões de arrecadação, previsto para entrar nas contas da prefeitura até o dia 29. No final da tarde de ontem, a diretoria do hospital informou que o dinheiro será liberado até o dia 27 de dezembro.
Em Borrazópolis o Hospital Municipal, que é o único da cidade, fechou suas portas há dois dias. Os funcionários entraram em greve, por falta de salários. E, ontem, servidores da área de educação voltaram a concentrar-se em frente a prefeitura. Eles receberam cheques sem fundos da prefeitura e não conseguiram descontar na agência local do Banestado.


