Santa Casa de Cambé já tem R$ 6 mil de prejuízo
Esta portaria é muito rigorosa e os hospitais são os maiores punidos por ela. O governo federal deveria ter garantido condições para a mudança cultural necessária, através de campanhas de educação e esclarecimentos. Muitas gestantes e suas famílias chegam aos hospitais exigindo a cesariana para evitar as dores do parto, diz a diretora da Santa Casa de Cambé, Izabel Aparecida da Silva.
Responsável por cerca de 90% dos 150 nascimentos mensais que ocorrem naquela cidade, a Santa Casa acumulou, desde julho, um prejuízo de R$ 6 mil, relativos a cerca de 15% de cesarianas que extrapolaram os 40% pagos pelo SUS. Com exceção dos hospitais de Londrina, os das cidades vizinhas não estão preparados - do ponto de vista de pessoal necessário - para elevar, de repente, o número de nascimentos por parto normal para 60%, avalia a diretora da Santa Casa.
Segundo ela, aquele hospital faz, em média mensal, cerca de 60% dos partos através de cesárias. Na Maternidade Municipal de Londrina, segundo o gerente Ary Parreira, este índice é de apenas 27%. O que comprova a possibilidade de os demais hospitais se estruturaram, nos próximos meses, à exigência do Ministério da Saúde. O SUS paga aos hospitais entre R$ 207,88 e R$ 231,53 por cesariana e entre R$ 299,84 e R$ 342,00 por parto normal. (O.C.)





