A Santa Casa de Londrina completa 70 anos de existência. Inaugurado no dia 7 de setembro de 1944, ela é o único hospital do interior do Paraná credenciado pelo Ministério da Saúde a realizar transplantes cardíacos no interior do Paraná. O hospital também está credenciado a realizar transplantes renais. Segundo o sociólogo Hermann Oberdiek, em 1936, a ideia de construir um hospital ganhou força com a epidemia de febre amarela silvestre. "O diretor geral da Companhia de Terras Norte do Paraná (CTNP), Arthur Thomas, propôs a construção de um grande hospital em Londrina". Segundo o sociólogo, a comissão para a construção do hospital foi criada em março de 1936 e com o sucesso das festas no Clube Redondo (que ficava onde hoje está a Acesf) para arrecadar fundos a CTNP doou um lote de 1 hectare de mata.
Oberdiek ressalta que vários setores da sociedade londrinense se mobilizaram para viabilizar o hospital, doando desde café, feijão e milho até animais vivos. "Uma instituição que se destacou foi a dos escoteiros que chegaram a fazer a fundação do prédio, no entanto a construção dele se estagnou e um outro grupo assumiu as obras", destaca o sociólogo, autor do livro "Serviços Médicos em Londrina (1933 a 1971)". A obra foi retomada em 1940 e concluída em 1944.
Com a inauguração desse hospital de grande porte, foram desativados três pequenos hospitais: o Hospital da Companhia, o ‘Hospitalzinho dos Indigentes’ e o ‘Hospitalzinho do Dr. Jonas’. Uma das curiosidades é que, no início de seu funcionamento, não havia telefone e o único meio de comunicação do prédio com os médicos era uma torre de luz, que era iluminada por um lampião. "Quando os moradores viam a luz acesa, avisavam os médicos que havia um caso de emergência no hospital. O sinal também era utilizado para avisar a companhia de energia elétrica sobre cirurgias em andamento e era um alerta para que a luz não fosse interrompida", relata o superintendente da Santa Casa de Londrina, Fahd Haddad. O sistema funcionou durante um ano e só foi aposentado quando foram implantadas as linhas telefônicas na cidade.

Atualmente possui mais de 350 leitos e desde 1988 é o hospital de retaguarda para a Presidência da República e para autoridades nacionais e internacionais que vêm a Londrina

Com o objetivo de atender a pessoas carentes desde a sua criação, hoje cerca de 76% dos atendimentos da Santa Casa de Londrina são prestados a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS)

O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional

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