Lino Ramos
De Londrina
Especial para a Folha
A Santa Casa de Londrina vai manter temporariamente o atendimento aos conveniados da ParanaPrevidência (antigo IPE), ao contrário da suspensão que deveria ocorrer a partir do dia 7 deste mês. Segundo a Federação dos Hospitais do Paraná (Fehospar), o governo não faz os repasses desde janeiro, acumulando uma dívida em torno de R$ 30 milhões. Já o Estado calcula um débito em torno de R$ 20 milhões.
A decisão de não interromper o atendimento aos conveniados foi tomada pela Santa Casa de Londrina na semana passada, depois que o governo do Estado liberou R$ 50 mil à instituição, referente ao mês de janeiro. Somente a Santa Casa tem R$ 600 mil para receber da ParanaPrevidência. O superintendente da instituição, Fahd Haddad, espera que nesta semana o Estado apresente uma proposta sobre o débito. ‘‘O conveniado não tem culpa pela situação’’, justifica.
Em Curitiba, a direção da Fehospar havia anunciado a suspensão do atendimento pelo convênio do IPE a partir do dia 1º de agosto. A entidade recomenda que os hospitais conveniados cobrem do paciente o valor determinado pela tabela do instituto, mas cada hospital pode tomar uma postura individualizada em relação ao atendimento.
Segundo o coordenador regional do IPE, Marcelo Agudo de Carvalho Mendonça, em Londrina são 45 mil usuários, que necessitam de uma média de 170 internações por mês. ‘‘Nosso superintendente está tentando negociar recursos com o secretário de Fazenda mas isso ainda não foi viabilizado. Estamos tentando ver até quando podemos estender esse atendimento’’, revela.
Em Londrina, 18 anestesistas não retomaram o atendimento pelo convênio e só atuam caso o paciente se comprometa a pagar o procedimento. Apesar da decisão da Santa Casa, os profissionais de saúde têm liberdade para adotar a mesma postura dos anestesistas.

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