Santa Casa adota a reciclagem de lixo
Lucilia Okamura

Milton Dória
No lugar certoCestos diferenciados receberão os vários tipos de lixo no hospitalA Irmandade da Santa Casa de Londrina lançou ontem o Projeto LixoR - Reciclagem do Lixo, que trata basicamente de separar o lixo reciclável e repassar à Autarquia Municipal do Ambiente (AMA). Após o processamento do lixo, o material será vendido e o recurso revertido ao Programa de Voluntariado Paranaense (Provopar).
O superintendente da Santa Casa, Fahd Haddad, explica que o hospital gera cerca de 1.500 quilos de lixo diariamente, entre resíduos especiais, orgânico (alimentos), infectante e comum (lixo, papel e vidro, entre outros). Deste total, metade é de lixo comum, que pode passar pelo processo de reciclagem. ‘‘A Santa Casa é o primeiro hospital de Londrina a fazer um programa de reciclagem de lixo’’, afirma Haddad.
Técnicos da AMA foram responsáveis pelo treinamento dos funcionários do hospital sobre como deve ser a coleta seletiva de lixo e a importância da reciclagem. Cartazes sobre o tema e cestas foram espalhadas pelo hospital. O programa está sendo realizado ainda nas outras unidades da instituição: hospitais Mater Dei e Infantil e o Colégio de Enfermagem.
O termo de cooperação entre a Santa Casa e a AMA para desenvolver o programa LixoR foi assinado ontem de manhã, no auditório do hospital. O lançamento do programa fez parte da comemoração ao Dia Nacional do Controle Hospitalar (15 de maio) e 59ª Semana Brasileira de Enfermagem.
Além da coleta seletiva de lixo, Fahd Haddad explica que está sendo feito também um trabalho de conscientização junto ao público alvo (funcionários, médicos, enfermeiros, pacientes, fornecedores, entre outros) sobre a importância da reciclagem do lixo. Ele acredita que este público gire em torno de 50 mil pessoas por ano.
O superintendente da Santa Casa explica que um dos objetivos do programa é de reduzir ainda mais o índice de infecção hospitalar. A média de infecção nas três unidades mantidas pela Irmandade Santa Casa é de 2,07% - isto é, de cada 100 pacientes, dois são vítimas de infecção. ‘‘A Organização Mundial de Saúde considera 5% como média aceitável em um hospital geral’’, observa. Segundo ele, a média nacional é de 12% a 13%.
Reduzindo o índice de infecção, afirma o superintendente, diminuem também os gastos. Ele explica que o tratamento de um paciente com infecção hospitalar gira em torno de R$ 60 mil, o que significa 30% a mais que um tratamento comum.

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