Curitiba - Na Capital, a estimativa era de que 100 mil pessoas visitassem os quatro cemitérios municipais - Água Verde, Santa Cândida, Boqueirão e São Francisco. O bom tempo ajudou e o movimento era alto em frente aos túmulos. Missas, cultos, apresentações artísticas e até chuvas de pétalas fizeram parte das programações.
Tradicionalmente o mais visitado da cidade, o mausoléu de Maria Bueno era ponto de concentração de várias pessoas que dedicavam flores e orações à ''santa popular''. Ela foi morta decapitada aos 29 anos em uma emboscada quando voltava para casa para atender a viúva com quem morava. O local de seu assassinato logo virou ponto de peregrinação. Seu primeiro milagre teria sido a morte de seu assassino, um soldado, da mesma forma como foi executada.
Entre os devotos, Rose Marli Dada, funcionária do Hospital de Clínicas, conta que passa pelo túmulo todas as vezes em que visita os familiares enterrados no Cemitério São Francisco. Mas, ao contrário de muitos que dizem ter tido graças atendidas por Maria Bueno, Rose afirma que nunca fez um pedido à jovem. ''É uma pena que a igreja ainda não a tenha reconhecido como santa'', lamenta. Em frente ao túmulo, uma parede foi dedicada a placas de agradecimentos e no muro ao lado foi construído um local para acender velas.
De acordo com o diretor de Serviços Especiais da Secretaria do Meio Ambiente, Augusto Canto Neto, cerca de 500 mil pessoas visitaram os 20 cemitérios municipais e particulares de Curitiba e Região Metropolitana ontem.
Ele destacou que o movimento nos cemitérios municipais foi de 10% a 15% maior em relação ao ano passado. De acordo com Canto Neto, funcionou bem o sistema informatizado, inaugurado neste ano no cemitério Boqueirão, que permitia os visitantes localizarem o jazigo dos familiares a partir de um nome. A ideia agora é estender o sistema para os cemitérios São Francisco de Paula, Água Verde e Santa Cândida. Segundo ele, as floriculturas próximas aos cemitérios tiveram um aumento de até 40% nas vendas. (Colaborou Andréa Bertoldi)

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