João Barbosa Freire, 34 anos, foi o primeiro socorrista do Sistema Integrado de Atendimento ao Trauma e Emergência (Siate), em Londrina. A função, assumida há três anos, foi, para ele, o prosseguimento de uma carreira sempre dedicada a ajudar as pessoas em momentos de emergência. ‘‘Sempre quis e procurei trabalhar com isso,’’ observa Freire.
O primeiro trabalho dele foi como balconista de farmácia, por volta de 1985. Nesta época, ele pensava em fazer curso de Enfermagem e já tinha vários cursos de primeiros socorros. ‘‘No fundo sempre quis ser médico, mas venho de uma família humilde e não pude conciliar os estudos com a vida profissional.’’
Ele viu num anúncio de curso para ingresso no Corpo de Bombeiros a oportunidade para prestar atendimento à comunidade nos momentos mais difíceis. Em 88, ele ingressou para a carreira, já como socorrista de um serviço que era prestado pela corporação, o transporte de enfermos. Não é à toa que, quando foi implantado o Siate na cidade, ele foi o primeiro a se habilitar para fazer o curso, em Curitiba.
‘‘Nós trabalhamos sob tensão e temos muitos momentos difícies no nosso dia-a-dia mas também há alegria, como é o caso de partos de urgência com sucesso.’’ Entre os momentos de maior tristeza para a equipe de socorristas, ele cita acidentes envolvendo crianças.
Casado e pai de um filho de 5 meses, Freire não pretende ficar apenas como socorrista. Ele sonha poder um dia ir para os Estados Unidos fazer um curso de paramédico. Lá, o curso é reconhecido. ‘‘Por enquanto, posso dizer que estou realizado e feliz com a minha profissão. Nós fazemos o possível e, muitas vezes, o impossível para salvar vidas.’’Josoé de CarvalhoRealizadoJoão Barbosa Freire: ‘‘O impossível para salvar vidas’’Benê Bianchi

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