SANGUE FRIO - Idosa foge de assaltantes
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terça-feira, 18 de julho de 2006
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba A polícia procura três homens suspeitos de terem assaltado a mãe de um delegado da Polícia Civil, Gerson Runpfe. Ela passou uma hora e meia de terror nas mãos de criminosos que invadiram a casa dela, em Guaratuba, no Litoral do Estado, na noite de sábado. Apesar da idade (66 anos) e de ter apanhado bastante, Célia Pereira de Melo reagiu. Ela tirou o capuz de um dos assaltantes, conseguiu arrancar a faca da mão dele, trancou os bandidos na casa e ainda pulou três muros até chegar à residência de um vizinho, onde conseguiu pedir ajuda. Os assaltantes fugiram.
Célia contou à polícia que, por volta de 23h30, ouviu a porta da sala sendo arrombada. Em seguida, três homens entraram no quarto. Ela disse que foi ameaçada e agredida com vários socos no rosto por um dos assaltantes, que estava encapuzado e com a faca. Ela identificou-o depois como sendo Manoel Sebastião dos Santos Filho, irmão da ex-mulher do delegado.
Eles também a forçaram a revelar as senhas dos cartões bancários, com os quais fizeram compras e sacaram cerca de R$ 1,5 mil de um caixa-eletrônico. O trio também levou um televisor, um celular e uma bolsa com documentos.
O delegado Runpfe, adjunto da Divisão de Investigações da Polícia Civil, acredita que a intenção dos homens era matar a mãe dele. ''Ela apanhou uma hora e meia, levou murros, eles tentaram esfaqueá-la, depois tentaram matar por enforcamento. Ela acabou desmaiando. Quando ela acordou, eles já estavam em cima dela com a faca. Foi quando ela conseguiu pegar a faca e fugir'', relatou.
Segundo ele, durante todo o tempo, os bandidos teriam perguntado por uma ''fita'', além de ameaçar a família da aposentada. Runpfe, no entanto, preferiu não falar sobre os motivos do crime. Segundo informações da Polícia de Guaratuba, além de Santos Filho, também foi identificado um menor de idade, que portava um revólver de brinquedo.
À polícia, Célia, que mora sozinha em Guaratuba, contou que só reagiu porque achou que iaa morrer. '' O que eles não contavam é que ela sempre foi muito ativa'', afirmou Runpfe. O alarme da casa disparou quando o trio fugia, possibilitando que os vizinhos anotassem a placa de um carro que estaria dando cobertura ao crime.


