Curitiba A diretoria de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar irá pedir providências ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para verificar se o lançamento de chorume (líquido resultante da decomposição do lixo) na Bacia do Rio Passaúna, em Curitiba, está respeitando a legislação ambiental. A Sanepar capta da Barragem do Rio Passaúna 1,8 mil litros de água por segundo para abastecer cerca de 500 mil habitantes.
O problema do chorume é antigo e originário do antigo lixão da Lamenha Pequena. O aterro foi desativado em 1990. O caso voltou à tona ontem, quando o projeto da emissora de TV Bandeirantes (''Band Pé no Rio''), veiculou a denúncia e encaminhou documentação à Câmara Municipal de Curitiba, às secretarias estadual e municipal do Meio Ambiente e à Sanepar. Ontem, técnicos do Serviço Nacional da Indústria (Senai) parceiro da Band coletaram amostras da água do rio antes e depois do local de lançamento do chorume.
Para o coordenador da Liga Ambiental, Rafael Filippin, a situação é irregular, pois o chorume estaria sendo lançado sem nenhum tipo de tratamento no rio, desrespeitando a Resolução nº 20/86, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). ''Esse é o reflexo de uma política equivocada de gestão de resíduos sólidos.''
O gerente técnico do Departamento de Pesquisa e Monitoramento da Secretaria de Meio Ambiente de Curitiba, Alfredo Trindade, assegurou que o efluente lançado no Passaúna está dentro dos parâmetros do Conama. Ele relatou que, em 2002, a Superintendência de Desenvolvimento dos Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa) do governo do Estado realizou obras no antigo aterro para tratar o chorume. Segundo ele, análises recentes comprovaram que não há contaminação das águas superficiais.
A prefeitura abriu dois poços de monitoramento, com 10 metros de profundidade, para avaliar o lençol freático, mas não encontrou água. Os técnicos aguardarão que a chuva contribua para aumentar a vazão das águas subterrâneas para que essa análise seja possível.

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