A área onde vivem os únicos ‘macuquinhos-da-várzea’ vai desaparecer inundada por um lago de 14 quilômetros quadrados e 56 bilhões de metros cúbicos de água, entre os municípios de Pinhais, Piraquara, Quatro Barras e Colombo. A grandeza dos números dessa operação contrasta com a fragilidade das aves ameaçadas.
Segundo a Sanepar, a área onde vive o pássaro começa a ser inundada em outubro. Esse projeto faz parte do Sistema Produtor do Rio Iraí e foi criado para melhorar o abastecimento de água para a Região Metropolitana de Curitiba. O projeto, quando concluído, vai garantir 1,8 metros cúbicos de água tratada por segundo, o que vai permitir garantir o abastecimento por cerca de cinco anos. ‘‘Estamos investindo R$ 20 milhões para acabar com um déficit de 250 litros por segundo existente hoje’’, diz o gerente de negócios da Barragem do Rio Iraí, Sherman Cordeiro.
Para esse projeto, a Sanepar está firmando um convênio no valor de R$ 20 mil com o Museu de História Natural de Curitiba, que prevê a retirada de todos os animais que acupam a área a ser inundada. ‘‘Temos interesse em realizar uma parceria com esses biólogos, que podem ser aproveitados nesse convênio, uma vez que eles também são ligados ao museu’’, disse Cordeiro.
O convênio entre a Sanepar e o Museu aguarda somente a assinatura do governador Jaime Lerner para ser colocado em prática. Entretanto, a empresa já se antecipou a essa autorização e repassou uma parte das verbas para os técnicos comprarem gaiolas para captura de animais e outras despesas menores. ‘‘Quando o convênio
estiver funcionando, o pessoal do museu é que vai definir quais as espécies ameaçadas de extinção, estratégias de resgate, salvamento e destino’’. disse Cordeiro.

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