A capacidade de tratamento da Estação do Iguaçu é de 3 mil litros por segundo. Quando a água chega à estação, passa por coagulação (feita com aplicação de sulfato de alumínio), floculação (formação de flocos hidratados, de tamanho suficiente para decantar), decantação (separação das impurezas), filtragem (processo que retém as impurezas que não decantaram). Depois de filtrada, a água ainda pode ter bactérias, por isso, é feita a adição de cloro. Além disso, há a aplicação do flúor para a prevenção da cárie e a correção do pH. A água deve ter pH alcalino e sabor agradável.
Segundo o gerente de produção da Sanepar em Curitiba, o engenheiro químico Agenor Zarpelon, não existe risco de a água perder qualidade depois que sai da estação de tratamento. O uso do ortopolifosfato impede a oxidação dos metais existentes na água e mantém suas características. Também evita a formação de incrustações nas redes de ferro e ajuda a remover as já formadas.
Investimentoá - Com a entrada de novos sócios na Sanepar, serão investidos, até 2003, R$ 1,2 bilhão na expansão dos sistemas de água e esgoto da empresa. A meta é atender completamente 342 municípios com água tratada. Nos municípios com mais de 100 mil habitantes, o ideal é que 80% da população seja atendida com serviços de coleta e tratamento de esgoto; nos municípios de menor porte, o índice deve ficar entre 60% e 80%.
O ParanaSan (Programa de Saneamento Ambiental do Paraná) disponibilizará R$ 390 milhões para novas obras ainda este ano ou, no máximo, no começo de 1999. Os recursos serão investidos em represas, na estação de tratamento do Iraí, em reservatórios e na rede de esgoto.

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