Curitiba - O professor de saneamento ambiental da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Daniel Costa dos Santos, ressalta, ainda, que tão ou mais importante do que a coleta de esgoto é o seu tratamento. ''A rede afasta o problema jogando-o para outro lugar. Mas é preciso tratar esse esgoto antes de despejá-lo em algum rio para não ter problemas de saúde pública e ambiental depois.'' No Brasil, segundo ele, apenas entre 10% e 15% do esgoto coletado são tratados. De acordo com a Sanepar, 100% do esgoto coletado pela sua rede passam por tratamento.
Nos 57 municípios paranaenses não atendidos pela Sanepar, o serviço de saneamento básico é operado pelas prefeituras ou os serviços são executados com a ação da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), órgão vinculado ao Ministério da Saúde. Dos 34 municípios conveniados, segundo a Funasa, 33 atendem 100% da população com água potável. Só Doutor Ulysses (117 km ao norte de Curitiba) está abaixo desse índice, com 80% da população urbana atendida.
No que se refere ao esgoto, 13 têm sistema de rede esgoto ou estão em implantação ou em projeto. A Funasa ressalta, no entanto, que os convênios prevêem sempre a coleta associada ao tratamento do esgoto. Dados da Funasa apontam que o município de Ribeirão Claro (24 km a leste de Jacarezinho) tem 100% de coleta e tratamento. Outros municípios bem abastecidos, com 95% de cobertura, são Ibiporã (14 km a leste de Londrina), Jataizinho (21 km a leste de Londrina) e Jaguapitã (46 km ao norte de Londrina).
A pesquisa revela também que 5% das residências no Paraná são desprovidas de canalização interna e 2% não possuem banheiro ou instalação sanitária.

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